Estudante de direito presa por golpes em MT cumprirá prisão domiciliar por falta de vaga em presídio feminino

De acordo com a decisão, monitoramento eletrônico e outras medidas cautelares serão aplicados; defesa havia alegado condições inadequadas de encarceramento.


A estudante de direito Lilia Grazielly Correia da Silva, presa em dezembro de 2025 acusada de aplicar golpes se passando por representante de instituições bancárias, cumprirá prisão em regime domiciliar, com uso de monitoramento eletrônico, em Tangará da Serra. A determinação foi tomada pela Justiça em razão da inexistência de vagas no sistema prisional feminino do estado.


A decisão foi emitida durante a análise de um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da investigada. Os advogados alegavam, entre outros pontos, a ausência de fatos novos que justificassem a manutenção da prisão preventiva e afirmavam que Lilia estava sendo mantida em condições incompatíveis com a dignidade humana. Ao apreciar o pleito, a Justiça manteve a prisão preventiva, mas determinou que a medida seja cumprida integralmente na residência da acusada.


Além do acompanhamento por meio de dispositivo eletrônico, a decisão impõe ainda:

Proibição de contato com vítimas, testemunhas e demais envolvidos no processo;
Obrigatoriedade de comparecimento a todos os atos processuais;
Fiscalização periódica para verificar o cumprimento das condições.

 

A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) para esclarecer a situação das unidades prisionais femininas em Mato Grosso, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria. A equipe também tenta contato com a defesa de Lilia Grazielly Correia da Silva.

 

Relembre o caso

Lilia Grazielly e o namorado dela — cuja identidade não foi divulgada — foram presos em flagrante em dezembro de 2025, em Tangará da Serra, suspeitos de integrarem um esquema de golpes financeiros. Segundo a Polícia Civil, o casal enviava links falsos se apresentando como representantes de um programa de recompensas em pontos de bancos, induzindo as vítimas a fornecerem dados e acesso às contas.


Durante busca e apreensão na residência do casal, foram recolhidos seis celulares, um notebook, mais de nove chips de telefonia e valores em espécie. A análise dos aparelhos teria encontrado provas da prática delituosa. Os dois foram presos pelo crime de estelionato qualificado.

 

  • Fonte: Redação
  • Foto: Reprodução