Em greve, sindicato garante prioridade a entrega de urnas em MT e espera acordo antes da eleição

Mesmo em greve por tempo indeterminado, os trabalhadores dos Correios em Mato Grosso vão priorizar serviços ligados à logística eleitoral caso a paralisação se estenda até o período de votação. A informação é do secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Mato Grosso (Sintect-MT), Edmar Leite. Cerca de 30% do efetivo segue em atividade no estado e seria direcionado às entregas de urnas e materiais eleitorais, se necessário.
A expectativa da categoria, no entanto, é de que um acordo seja firmado antes do início da operação eleitoral. Segundo Leite, ainda há tempo hábil para negociação e a prioridade é manter o diálogo com a empresa.
Adesão parcial e serviços mantidos
A paralisação começou na sexta-feira (11) em todo o país após a categoria rejeitar a proposta para o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. Em Mato Grosso, a adesão é parcial — apenas parte dos funcionários parou as atividades.
O principal ponto de impasse envolve a assistência à saúde: trabalhadores expressam preocupação com possíveis mudanças no plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes, com impacto direto no custeio e na qualidade do atendimento.
Os Correios informaram que acionaram o Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os efeitos da paralisação. Entre as medidas estão o remanejamento de equipes, a mobilização de funcionários administrativos para atividades operacionais, mutirões e a reorganização da logística. A rede de atendimento ao público segue aberta, mas podem ocorrer atrasos pontuais em entregas.
Negociação no TST
Após a mediação sem consenso, os Correios recorreram ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) com pedido de dissídio coletivo. A empresa afirma ter mantido 78 das 80 cláusulas do acordo vigente e proposto reposição integral do INPC sobre salários e benefícios, a partir de 1º de agosto. Mesmo assim, não houve aceitação da proposta.
A estatal reforça que acompanha a evolução do movimento em todo o território nacional e poderá adotar novas medidas de contingência, sempre com foco em preservar os serviços essenciais à população.
- Fonte: Redação
- Foto: Osvaldo Nóbrega




