Mais de 165 mil jovens de Mato Grosso vão às urnas pela primeira vez no dia 4 de outubro

Faixa de 16 a 20 anos corresponde a 6% do eleitorado do estado; educação, emprego e saúde estão entre as principais preocupações do novo público eleitoral.
No próximo dia 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições, cerca de 165 mil jovens mato-grossenses com idades entre 16 e 20 anos estarão aptos a votar pela primeira vez. Eles participarão da escolha de presidente da República, governador, dois senadores, deputados federais e estaduais.
Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o grupo reúne 165.841 eleitores, representando aproximadamente 6% do total de 2.638.230 pessoas aptas a votar no estado.
A distribuição por idade mostra maior concentração entre os jovens de 20 anos: são 45.771 eleitores. Em seguida aparecem os de 19 anos (41.567), 18 anos (36.716), 17 anos (25.534) e 16 anos (16.253).
Entre os que vão estrear nas urnas está Matheus Enrik, de 19 anos. Para ele, o voto vai além da escolha individual e reflete no futuro coletivo.
"Tenho bastante noção da importância do voto. Votar não é só escolher alguém no dia da eleição, mas participar das decisões que vão afetar a nossa vida durante os próximos anos. Como vai ser minha primeira eleição, estou com expectativa grande, principalmente por poder participar desse processo de forma mais consciente e entender melhor as propostas de cada candidato", afirma.
Ainda sem candidato definido, Matheus avalia propostas e atuação antes de decidir. Entre os temas prioritários, ele cita educação, saúde, emprego, desigualdade e oportunidades para a juventude.
"Não basta o candidato falar bonito; é importante entender o que ele defende e o que pretende fazer. Mesmo sem ter definido meu voto, acho fundamentais honestidade, compromisso e propostas que realmente melhorem a vida das pessoas", ressalta.
O jovem também alerta para o que considera uma distância entre a política e a realidade vivida pela juventude. Segundo ele, pautas como primeiro emprego, cultura, tecnologia, saúde mental e transporte precisam ganhar mais espaço nos debates.
"Ainda existe uma distância muito grande entre a política e os jovens. A gente precisa ser mais ouvido quando se fala de educação, oportunidades, saúde mental e também de quem está começando a vida. É importante que os jovens não sejam lembrados pela política só na época da eleição", conclui.
- Fonte: Redação/Assessoria
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