Juiz mantém prisão de Mauro Savi e outros quatro acusados de desvio de dinheiro público

O juiz criminal Murilo Mesquista manteve a prisão de cinco envolvidos no esquema de desvio milionário no Detran na tarde desta quarta (9). Após audiência de custódia, seguiram para o sistema prisional o deputado Mauro Savi (DEM), o advogado e ex-secretário de Estado Paulo Taques, o irmão dele que também é advogado, Pedro Zamar, e os empresários Roque Anildo e Claudemir Pereira Santos. Mandados de prisão foram cumpridos pelo Gaeco, nesta manhã, na operação Bônus, 2ª fase da Bereré.
O sexto investigado, preso em São Paulo, José Kobori, deve chegar a Cuiabá em voo às 20h05 desta noite. Ele foi diretor da empresa EIG Mercados, através da qual teria sido paga propina a Savi.
O empresário Roque Anildo foi o primeiro a passar por audiência de custódia. Nesta investigação, ele que citou Paulo Taques, como dono do escritório de advocacia que representou a empresa EIG Mercados, em Cuiabá. Em seguida, foi a vez do empresário Claudemir, que, até 2015, era sócio da empresa Santos Treinamento, supostamente de fachada, criada para operacionalizar o pagamento de propina. Outro apontado como dono da empresa é o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (DEM).
Na sequência, Savi passou pela custódia. A reportagem, o agora deputado afastado, disse que o Gaeco e o Judiciário estão cumprindo o papel deles. "E eu vou cumprir o meu", resumiu. Quanto à Assembleia, comentou apenas que tem procuradoria para avaliar se é o caso de intervir em favor dele.
Também assentaram diante do juiz os advogados e irmãos Paulo Taques e Pedro Zamar, ambos mantidos presos. Não se pronunciaram sobre o caso.
Acompanharam a audiência os promotores Marco Aurélio e Rodrigo Arruda. Todos os presos disseram não ter sofrido maus tratos pelo Gaeco no momento da detenção.
Autor: Keka Werneck e Eduarda Fernandes | Fonte: Redação/RD News | Foto: Reprodução
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