Dia “D” de vacinação antirrábica acontece neste sábado em Nova Ubiratã

A secretária de Saúde de Nova Ubiratã, por meio do setor de vigilância ambiental, realiza neste sábado (17) o dia “D” de vacinação antirrábica.
Realizada anualmente, a campanha prevê a imunização contra o vírus da raiva, que afeta os nervos periféricos, sistema nervosos e posteriormente as glândulas salivares dos animais domésticos e pode ser transmitida aos seres humanos.
Conforme dados da secretaria municipal de Saúde, em 2018 foram imunizados 2.254 cães e outros 657 gatos, totalizando 2.911 animais, o que corresponde a 102,45% da meta estipulada inicialmente.
No sábado as vacinações serão ministradas no PSF I, em frente à Escola Estadual 19 de Dezembro, das 7h30 ás 17h00.
Para dar mais celeridade aos atendimentos, três agentes ambientais e um enfermeiro coordenador irão ministrar as doses recomendadas aos animais a partir dos 3 meses de vida.
A vacinação ocorre em poucos segundos e pode ser ministrada via subcutânea e/ou muscular, sendo que a imunidade é conferida a partir do 21º dia após a aplicação.
É indispensável que o dono e/ou responsável esteja munido com o cartão de vacinação do animal. Outra recomendação importante é o uso de coleiras e focinheiras no caso dos animais de grande porte.
Segundo a Coordenadora de Vigilância em Saúde, Karen Izabel Arruda Lima, a raiva é uma doença grave e pode se manifestar em várias espécies de animais domésticos, inclusive nos seres humanos, que tiveram contato com a saliva infectada.
“É de suma importância que os donos de animais estejam atentos ao calendário de vacinação. Importante lembrarmos que a raiva é uma zoonose cuja única forma de prevenção é a vacinação que deve ser aplicada anualmente”, alerta Karen.
De acordo com o Secretário de Saúde Silvio André Stolfo, os donos de animais domésticos também precisam ficar atentos à mudança comportamental deles e com isso evitar uma possível propagação da doença.
“Um animal infectado apresenta alguns sintomas clássicos como; agitação e agressividade. Uma vez infectado o animal precisa ser sacrificado a fim de evitar a proliferação da zoonose”, conclui Stolfo.
Saiba mais sobre a doença
Raiva – sintomas
No início da doença, há alteração comportamental, mudanças de hábitos, salivação excessiva, latidos ou miados com maior frequência e agressividade. Com o agravamento do quadro, o animal passa a ter os músculos rígidos, fazendo com que tenha dificuldade para deglutir e mastigar, causando a famosa “boca espumando”, já que não consegue engolir a saliva. Este quadro pode evoluir para crises convulsivas e paralisia total do corpo.
Vale ressalta que nem todo animal agressivo ou que saliva é portador da raiva. Existem outros fatores que desencadeiam a agressividade nos animais, assim como salivação – como enjoos e medicamentos.
O que fazer após uma mordida de um animal suspeito?
Neste caso, a primeira coisa a ser feita é levar o animal que sofreu a mordedura a uma clínica veterinária com urgência, onde serão realizados os devidos exames. Deve-se avisar a Unidade de Vigilância de Zoonoses onde se encontra o animal com suspeita de raiva para serem tomadas as devidas providências – quarentena e exames. Caso confirmada a doença, eles são encarregados de avisar a região.
Tratamento e prevenção da raiva animal
A raiva não possui tratamento, sendo uma doença 100% letal. A única forma de prevenção da raiva é a vacinação anual de cães e gatos, mesmo nas regiões urbanas, incluindo os animais de apartamento.
Autor: Karen Misae de Borba | Fonte: Redação/Assessoria | Foto: Divulgação
