“Teste rápido pode ter falso resultado”, alerta secretário estadual de saúde

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, explica que os testes rápidos para o coronavírus podem apresentar falsos resultados positivo ou negativo. No entanto, garante que os exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Mato Grosso (Lacen) é 100% seguro.
O esclarecimento é sobre pacientes que tiveram testes divergentes para diagnosticar a doença.
Em um dos casos, a família de Nelson Antônio Ferraz, 79, contesta o laudo médico que o diagnosticou com Covid-19. Segundo os parentes, não havia menção da doença no atestado de óbito do idoso. Além disso, ele estava recluso em uma chácara, em Cuiabá, tendo contado apenas com a esposa e o filho. Ambos testaram negativo para o coronavírus.
O outro caso citado é do cineasta Bruno Bini que retornou do exterior e o primeiro resultado deu negativo para a contaminação. Dias depois, um novo exame apresentou resultado positivo.
Questionado sobre esses resultados divergentes, o secretário explicou que é possível resultados negativos.
“Existe a possibilidade de falso positivo e falso negativo em exames, nas não os realizados pelo Lacen. Essas possibilidades de erros são com os testes rápidos”, afirma o secretário.
Ele ainda pontua que a responsabilidade de atestar a causa morte do paciente é do médico. “Se a família entende necessário acionar a Justiça para assegurar a veracidade dos fatos, ela pode fazer”, frisa.
Figueiredo ressalta que o Estado só reconhece exames realizados pelo Lacen ou laboratórios credenciados.
Até o momento, Mato Grosso tem 181 casos confirmados da doença e 6 mortes. Cerca de 60% dos pacientes são mulheres e a média de idade dos contaminados é de 44,7 anos.
Autor: Jessica Bachega | Fonte: Redação/Gazeta Digital | Foto: Reprodução
