MT é 2º estado a criar mais empregos mesmo com saldo negativo, revela Caged

Apesar do déficit na criação de empregos, segundo dados atualizados do Ministério do Trabalho, a situação de Mato Grosso ainda não é das piores. O Estado é o que apresentou melhor desempenho em relação aos demais do Centro-Oeste e é o segundo do país, só perdendo para o Acre que foi o único com saldo positivo. A situação foi ainda melhor em Sorriso e Nova Mutum, onde o saldo de empregos foi positivo, após dois meses negativos devido à pandemia de Covid-19.

 

O economista Vitor Galesso pondera que é preciso uma avaliação mais cuidadosa. “Os resultados são muito positivos, não é para comemorar, mas dá para ficar otimista. É importante que governo tivesse esse olhar para todo o processo e tentar manter o comércio e serviços que precisam se recuperar”.

 

A Capital, devido às medidas de fechamento do comércio, teve menos contratações, situação que se estendeu aos demais municípios. Ao todo, foram 21,2 mil admissões e 22,1 mil demissões. O saldo foi negativo, de menos 892 empregos em maio.

 

A notícia vem ao encontro das análises feitas pelo secretário de Fazenda Rogério Gallo que considera a crise grave, mas acredita que o Estado possui uma economia forte e consolidado. Desde o início da pandemia, estima perdas de R$ 350 milhões na arrecadação.

 

De acordo com as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o agronegócio foi o setor que mais gerou empregos, seguido do comércio e da indústria. Mas, os setores de serviços e da construção civil ainda sofrem com as paralisações.

 

Para o economista a explicação é que “a cadeia do agronegócio envolve produção agrícola, vendas, processamento dos produtos e é uma cadeia complexa para exportação. Tivemos uma economia no interior com menor nível de desemprego do que a capital que não é do agronegócio”.

 

É o caso de Chapada dos Guimarães, cuja atividade econômica depende do turismo, setor que dificuldades com o fechamento dos locais para visitação.

 

“Mais do que concentração de renda, temos contração do processo produtivo. Chapada precisa de dinheiro, já Nova Mutum não. A mão do estado precisa ser presente para o estado continuar crescendo. Quando está tudo bem o lucro é privado, mas quando tem crise precisa distribuir”, defende.

 

Em nível nacional o saldo de empregos segue negativo, mesmo com melhoras em relação a abril. O Brasil registrou 703,9 mil admissões e 1,03 milhão de desligamentos,  com saldo de menos 331,9 mil empregos em maio. Em abril o saldo foi de menos 902,8 mil empregos.

 

 

Autor: Andhressa Barboza | Fonte: Redação/RD News | Foto: Reprodução