Sintep classifica como “esdrúxulo” projeto que censura professores em sala de aula

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) diz que o projeto do deputado estadual Gilberto Cattani (PSL), que cria o "Programa Escola sem Partido" em Mato Grosso, visa censurar e atacar a liberdade de ensino dos professores.
“É absurdo, esdrúxulo e insensato”, disse o presidente do sindicato, Valdeir Pereira.
“O projeto chamado ‘escola sem partido’ na realidade pode ser traduzido como a escola da censura. Ele ataca diretamente a liberdade de cátedra dos professores", disse o sinidicalista.
Segundo Pereira, em plena pandemia o deputado poderia estar envolvido sem problemas reais da população ao invés de atacar a classe dos professores.
“O Sintep Mato Grosso repudia esse tipo de iniciativa e irá mobilizar a categoria contra aprovação de algo esdrúxulo e insensato”, completou.
Entre os dispostivos mais polêmicos da proposta de Catani, está a possibilidade do aluno gravar as aulas – por meio de áudio e vídeo – e a criação de uma espécie de “disque-denúncia”.
Nele, o aluno, bem como seus responsáveis, poderão denunciar supostos excessos por parte dos professores de forma anônima.
O parlamentar diz que a propositura é necessária porque os professores tentam “doutrinar” os estudantes a adotarem “determinadas correntes políticas e ideológicas”.
“[…] Bem como para fazer com que eles adotem padrões de julgamento e de conduta moral – especialmente moral sexual – incompatíveis com os que lhes são ensinados por seus pais ou responsáveis”, consta em trecho da justificativa.
Para Cattani, há “abusos” supostamente cometidos por professores ao repassar os conteúdos aos alunos do ensino infantil, fundamental e até superior.
Autor: Cíntia Borges | Fonte: Redação /Mídia News | Foto: Reprodução
