Blairo é definido como titular na CPI do HSBC que investiga evasão fiscal

O senador Blairo Maggi (PR) será membro titular da CPI do HSBC, criada nesta terça (24), para investigar contas de brasileiros na sede suíça do banco, que possam ter cometido crime de evasão fiscal. Para Blairo, os brasileiros que utilizaram de alguma forma recursos não contabilizados no país, receitas não declaradas à Receita Federal, ou ainda, aqueles que têm recursos fora do Brasil e que foram adquiridos legalmente, terão que fazer as composições com a Receita e responder perante a legislação vigente.

 

O republicano chegou a citar que, há três anos, tentou abrir uma conta no referido banco, em Miami, e foi surpreendido com a informação de que não seria possível. “Espero, sinceramente,​ que o nosso trabalho seja em vão. E por que digo isso? Por que tentei abrir uma conta fora e eles foram bastante criteriosos comigo. Se os critérios que utilizaram, no meu caso, foram usados aos demais, tanto ​em contas da Suíça, como ​em ​outras fora do p​aís, não deve haver problema nestas contas”, explica.

 

Blairo, contudo, não descarta a possibilidade de encontrar irregularidades no caso que ficou conhecido como “Swissleaks”, mas afirma que se tem problema, terá que responder. A comissão, composta por 11 membros, será presidida pelo senador Paulo Rocha (PT-PA), tem como vice-presidente o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e como relator Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Os parlamentares terão o prazo de 180 dias para o término dos trabalhos.

 

Swissleaks

 

O caso foi descoberto pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, que encontrou nomes de políticos, empresários e até celebridades envolvidas. Segundo Randolfe, a lista com o nome de possíveis envolvidos poderá ser divulgada.  “Não vejo a menor dificuldade em divulgar a lista quando a CPI estiver com ela, mas é preciso distinguir quem declarou as contas dos que não o fizeram. Até por que, estes já estão enquadrados no crime de evasão de divisas. Só que devemos ir além e descobrir se as contas não encobriam crimes como o tráfico de drogas, armas e outros”, ressalta. 

Autor: Gabriele Schimanoski | Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Reprodução | Cidade: Brasil