Vereador Paccola é indiciado pela Polícia Civil por homicídio qualificado

A Polícia Civil concluiu ontem quarta-feira (20) o inquérito que investigava a morte do agente Alexandre Myagawa e indiciou o vereador Marcos Paccola (Republicanos) por homicídio qualificado.

 

O indiciamento refuta a tese da defesa do parlamentar, que alega a excludente de ilicitude por legítima defesa de terceiros.

 

Paccola interferiu em uma confusão que acontecia em frente a uma distribuidora do Bairro Quilombo, no dia 1º de julho. Na ocasião Myagawa estava armado e mais à frente a sua namorada, Janaína Sá.

 

O agente estava de costas e foi atingido por três disparos que atravessaram seu corpo. O laudo da perícia demonstrou o trajeto percorrido pelas balas, e as lesões fatais que elas causaram.

 

O parlamentar alegou que Myagawa representava um risco à namorada e teria ignorado a ordem de largar a arma no chão.

 

O Ministério Público Estadual já havia pedido a prisão de Paccola, alegando que, ao contrário do que a defesa dele dizia, a morte do agente assumiu “feição de execução”. O pedido, no entanto, foi negado pela justiça.

 

O inquérito foi conduzido pelo delegado Hércules Batista, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

 

Segundo ele, Paccola – que é tenente-coronel da Polícia Militar – usou recurso que impossibilitou a defesa por parte da vítima, qualificadora essa atribuída ao crime.

 

Diligências preliminares foram realizadas em frente à distribuidora, sendo realizados perícias e levantamentos, seguidos de depoimentos de testemunhas e do interrogatório do militar, o qual se apresentou espontaneamente na DHPP. 

 

Após todo o material, fruto da investigação, a Polícia concluiu que a vítima não esboçou qualquer reação e a namorada da vítima em nenhum momento pediu ajuda de terceiros.

 

 

 

 

Autor: Liz Brunetto | Fonte: Redação/Mídia News | Foto: Reprodução/Mídia News

  • Fonte: Redação/Mídia News
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  • Foto: Reprodução/Mídia News