Juiz mantém prisão preventiva de empresário suspeito de desviar recursos da saúde em Sorriso

O juiz da 2ª Vara de Execuções Penais de Cuiabá, Geraldo Fernandes Fidelis Neto, manteve a prisão preventiva do empresário José Constantino Chocair, preso na quinta-feira (28), por suspeita de integrar uma quadrilha que desviou cerca de R$ 3 milhões em recursos da Saúde de Sorriso.
Um dia após a prisão, o empresário passou por audiência de custódia e, posteriormente, foi transferido para a carceragem do Centro de Ressocialização de Cuiabá.
Conforme noticiado pelo site Ubiratã24horas, o pedido de prisão havia sido requerido pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Sorriso durante o desdobramento da operação Hígia que apura o envolvimento de servidores públicos e empresários no esquema de pagamento em duplicidade de procedimentos cirúrgicos, nos quais haviam bloqueios nas contas do Estado para custear tratamentos médicos pleiteados por meio de ações judiciais.
A Justiça também expediu um mandado de prisão preventiva em desfavor da filha e sócia de Constantino, Samantha Nícia Rosa Chocair. Ela foi presa nesta manhã ao se apresentar na Gerência Estadual de Polinter e Capturas, em Cuiabá. A expectativa é de que ela passe por audiência de custódia nas próximas horas.
Durante a operação, o Gaeco cumpriu ainda mandados de busca e apreensão na secretaria municipal de Saúde de Sorriso e nas residências do ex-gestor da pasta, Luis Fábio Marchioro, e da empresária Samantha Chocair.
Em junho deste ano, o juiz da 4ª Vara Cível da Comarca de Sorriso, Glauber Lingiardi Stranchi, concedeu prazo de 48 horas para que a empresária devolver o equivalente a R$ 39 mil pagos indevidamente por um procedimento cirúrgico não realizado.
A decisão atendeu a uma ação movida pela 3ª Defensoria Pública do Núcleo de Sorriso que identificou irregularidades como a emissão de nota fiscal anterior a prestação do serviço, bem como a suspensão do procedimento cirúrgico sem aviso prévio ao paciente.
O esquema de corrupção também é apurado pela Câmara de Vereadores do município que instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para identificar os demais envolvidos no esquema.
*Atualizado às 12h20 para acréscimo de informações
Autor: Nilva Santos | Fonte: Redação/Assessoria | Foto: Arquivo pessoal
- Fonte: Redação/Assessoria
- Autor: Nilva Santos
- Foto: Arquivo pessoal


