Justiça decreta a prisão de filho acusado de espancar e torturar a mãe de 64 anos

Acusado de espancar a mãe de 64 anos, fraturando sua clavícula, tem a prisão decretada pela Justiça e é considerado foragido. Faruk Farouk Fares, 30, foi denunciado pela vítima depois de mais uma sessão de tortura e espancamento que sofreu na tarde do último domingo (18), em Cuiabá.
Depois de muitas agressões e diversos registros policiais, Salma Omar Fares decidiu procurar a imprensa por acreditar que seria a única forma de não ser assassinada pelo filho que a agride desde a adolescência. Na quarta-feira (21), oficial de Justiça requisitou apoio de policiais para notificar Faruk das medida protetivas impostas pela Justiça, de que deveria manter distância de no mínimo 500 metros da mãe.
O hospital privado onde a vítima está internada para cirurgia também foi notificado para cumprir as exigências e manter o agressor afastado. Mas logo depois da imposição da medida protetiva a Justiça, a pedido do Ministério Público (MP), decretou a prisão do acusado, que não foi mais localizado em Cuiabá, apesar das diversas diligências realizadas pela polícia.
Faruk responde a dois processos judiciais, de uma agressão ocorrida em 2020, e outro de maio deste ano, ainda em investigação. Em 5 de novembro de 2020 a Justiça negou a decretação de prisão preventiva de Faruk, pedido formalizado pela Polícia em ação que investigava cárcere privado, lesão corporal e injúria contra Salma.
Na época o representante do MP discordou da decretação, após manter contato telefônico com a vítima, quando ela teria dito que tinha interesse só na manutenção das medidas protetivas. Contudo, o pedido do MP para que o acusado fosse monitorado por tornozeleira eletrônica foi negado. As denúncias de Salma contra o marido e o filho por crimes de lesão corporal, injúria, e ameaças foram registradas em 2015, 2016, 2018, 2020 e a última em 18 de maio de 2022.
Outro lado
Segundo informação do advogado Marciano Xavier das Neves, que atua na defesa de Faruk, ainda não foi solicitado pelo cliente que ingressasse com nenhuma medida junto ao Tribunal de Justiça (TJMT) para impedir o cumprimento da ordem de prisão. Nem Faruk, nem o pai, o médico Farouk Hassan Fares, quiseram se manifestar ao serem procurados pela reportagem.
Autor: Silvana Ribas | Fonte: Redação/Gazeta Digital | Foto: Otmar Oliveira / Montagem GD
