“Em nenhum lugar do Brasil o produtor é tão valorizado quanto em Sorriso”, diz agricultor familiar

Uma atividade extremamente promissora, mas que, ainda enfrenta dificuldades na maior parte do país. A descrição foi feita pelo agricultor familiar, Osmar Cunha, durante a abertura do IV Dia de Campo Horta Viva, realizado na terça-feira (25) pela Prefeitura Municipal de Sorriso, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar (Semasa).
Proprietário do lote 103, no Assentamento Jonas Pinheiro, Osmar cedeu o espaço para que especialistas pudessem apresentar as tecnologias desenvolvidas para nutrição de mamoeiros e o aumento da produtividade de hortaliças.
“Em nenhum lugar do Brasil o pequeno produtor é tão valorizado quanto em Sorriso. Aqui a Administração Municipal disponibiliza maquinário para o preparo do solo, sementes de qualidade, técnicos para acompanhar a plantação e, em alguns casos, até o transporte para levar a produção à cidade”, observa o pequeno produtor que atualmente se dedica ao cultivo de repolho, pimentão, tomate, abobrinha verde e mamão.
“A agricultura familiar lhe proporciona uma vida melhor desde que você esteja disposta a acordar cedo, dormir tarde e não se intimide com o sol forte. Mas, todo esse esforço é recompensado ao vermos nossa produção sendo comercializada por um preço justo”, conclui.
Dono de uma rede de supermercados, Moacir José Maldaner, há anos prioriza a aquisição de produtos oriundos da agricultura familiar. O motivo, segundo ele, é porque a produção em pequena escala utiliza menos defensivos agrícolas do que os métodos convencionais o que tornam os alimentos mais saudáveis.
“A produção local é de qualidade infinitamente superior ao que vem de outros estados. A gente percebe isso ao expor o produto nas prateleiras. É uma relação de consumo em que todos ganham. Eles [agricultores familiares] como fornecedores, nós como revendedores e os consumidores que tem a certeza de estarem adquirindo um alimento saudável”, pontua.
Segundo o vice-prefeito, Gerson Bicego, que acompanhou o evento do início ao fim, a experiência positiva de Sorriso com relação a agricultura familiar já tem inspirado outros municípios do estado.
“A agricultura familiar tem recebido uma atenção especial durante nossa gestão por um motivo bem simples. Não queremos regredir aquela época difícil em que precisávamos trazer frutas e verduras do Centro-Sul do país”, justificou Bicego ao destacar o empenho do setor.
“A Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar, tem contribuído de forma bem ampla. No entanto, não fosse a determinação desses aguerridos homens e mulheres não teríamos alcançado esse resultado tão positivo para a economia local e para nossa autossuficiência. Isso porque, a maior parte da produção é adquirida pela própria prefeitura e o excedente é destinado para o abastecimento das redes de supermercados e das feiras livres que acontecem ao longo da semana”, assinala Bicego.
“Somando o que se compra para o programa “Mesa Saudável” e para a merenda escolar, a projeção da Administração Municipal é injetar algo em torno de R$ 2 milhões na agricultura familiar”, pontua o secretário Marlon Zanella (Semasa).
Na oportunidade, o gestor reforçou a importância da agricultura familiar como mecanismo para fomentar a economia local por meio da geração de emprego e renda.
“Independente da escala de produção, o ramo agrícola é sempre muito complexo e de elevado custo operacional. Quando a gestão pública se propõe a ajudar o homem e a mulher no campo, estamos possibilitando que essas pessoas permaneçam no local ao qual escolheram viver e criar seus filhos. Essa é a mensagem que queremos passar com os projetos Horta Viva; VitaMel; Frutifica, Ave Caipira; + Leite; + Peixe, entre tantos outros desenvolvidos pela Administração Municipal via Semasa”, conclui Zanella.
O IV Dia de Campo Horta Viva contou com apoio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Clube Amigos da Terra (CAT), da Cooperativa Cresol e do IDH Transforming Markets.
Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação/Assessoria | Foto: Joabson Lima
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- Foto: Joabson Lima




