Operação cumpre 116 ordens judiciais contra grupo que desviou mais de R$ 9 milhões

A Polícia Civil cumpriu 116 ordens judiciais contra integrantes de uma organização criminosa especializada em falsificar documentos nesta terça-feira (7), em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana. A ação faz parte da Operação Falsa Portabilidade, que investiga 44 suspeitos, há aproximadamente um ano e meio.
O delegado que coordenou as investigações, Marcelo Torhacs, disse que os líderes do grupo movimentaram valores superiores a R$ 9 milhões. Vários dos investigados possuem antecedentes criminais.
Segundo a Polícia Civil, o grupo falsificava documentos para abertura de contas digitais utilizadas na prática de golpes. As vítimas do golpe eram instituições que prestavam serviços de pagamentos, transferências de valores e portabilidade de salário, servidores públicos e pessoas que tiveram seus salários desviados para contas falsas, criadas pelos golpistas.
Foram cumpridos 32 mandados de prisão temporária, 44 mandados de busca e apreensão domiciliar, 39 bloqueios de contas bancárias ligadas à associação criminosa e um mandado de sequestro de bens e valores de R$ 511 mil, prejuízo de uma das vítimas.
Os investigados respondem pelos crimes de associação criminosa, estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro.
Como funcionava o golpe?
Ainda de acordo com a polícia, os suspeitos abriam contas bancárias usando documentos falsos com dados de terceiros e solicitavam a portabilidade dos salários das vítimas.
Depois de transferido os valores dos salários para as contas abertas, os integrantes do grupo dividiam os valores de maneira rápida para várias outras contas bancárias ou efetuavam saques em caixas automáticos.
Fonte: Redação/G1 MT | Foto: Polícia Civil
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