Linguajar cuiabano pode se tornar patrimônio imaterial do Estado

O linguajar cuiabano,  com seus fonemas, expressões e detalhes peculiares que o distinguem  do restante do país, é defendido no Projeto de Lei do deputado Eduardo Botelho (PSB).

 

O Projeto de Lei, que já está em trâmite na Assembleia Legislativa,  visa o tombamento do linguajar cuiabano como patrimônio imaterial do Estado, passando a ser protegido pelo poder público do risco de desaparecimento. É também uma forma de registrar o linguajar e fomentar seu uso em atividades socioculturais e educativas em todo o território mato-grossense.

 

De acordo com o projeto, o linguajar cuiabano, herdado das influências da língua indígena bororo  e espanhola, faz parte da rica cultura da Baixada Cuiabana, que compreende os municípios de Acorizal, Rosário Oeste, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Santo Antonio de Leverger, Barão de Melgaço e outros, que herdaram e culminaram com expressões típicas,  como “agora o quequeesse”, “tchá por Deus”, “digoreste”, “Rebuçar, “Ê Ah!”“ O quá!”e “vote”.

 

Para o deputado Botelho, a preservação da cultura regional passa necessariamente pela sobrevivência do linguajar. “Tombar o linguajar cuiabano, tornando-o patrimônio imaterial, é importante para preservar nossa identidade cultural na história de Mato Grosso e garantir às novas gerações o conhecimento sobre aspectos peculiares do  modo de vida do povo cuiabano”, ressaltou Botelho.

Autor: Claudia Campelo | Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Ilustrativa | Cidade: Mato Grosso