Lúdio recebe ameaças de morte na web, e diz que resposta é indiferença

O médico Lúdio Cabral, que já disputou a prefeitura de Cuiabá e o governo do Estado pelo PT, acabou atingido pelo discurso do ódio que toma conta das redes sociais. Um internauta utilizou o Facebook para chamá-lo de “palhaço socialista”, “maldito cachorro” e dizer que “deveria ser executado em praça pública assim como todos que apoiam a maldita Dilma e o seu bolivarianismo”, escreveu.
O Hater, termo usado na internet para definir pessoas que postam comentários de ódio ou crítica sem muito critério, mantém um perfil com nome de Malex Malex, se identifica como administrador e até publica fotos acompanhado de crianças. As postagens do rapaz incluem mensagens de cunho religioso, contra os direitos dos homossexuais e críticas agressivas ao PT e seus aliados.
Lúdio Cabral não é o primeiro político de Mato Grosso a sofrer ameaça de morte no ambiente virtual. Em abril, um rapaz identificado como Vinicíus Krommembaeurs postou que o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) merecia um tiro na cabeça e ser queimado vivo pela população.
A reportagem não conseguiu contato com Lúdio Cabral para comentar a situação. Entretanto, ataques através da internet podem ser enquadradas na Lei dos Crimes Cibernéticos. Ao que tudo indica, o petista foi vítima de delito contra a honra, ameaça e incitação ao crime.
A intolerância nas redes sociais ganhou destaque na imprensa na última sexta (3), quando a jornalista Maju Coutinho, que apresenta a previsão do tempo no Jornal Nacional, sofreu ataques racistas. O caso já está sendo investigado pelas autoridades competentes.
Atualizado ás 17h15 – Lúdio lamenta onda de intolerância
Em contato com a redação, Lúdio Cabral disse que está preocupado com o padrão de comportamento que faz do ódio e da intolerância instrumentos para o debate político. Segundo o petista, o comportamento é comum em defensores da ditatura militar e antipetistas presentes das redes sociais. Entretanto, não pretende registrar boletim de ocorrência ou acionar o responsável pelo ataque na Justiça. “Para esse tipo de ataque, a melhor resposta é a indiferença. Esse tipo de gente sequer merece ser levada em consideração”, concluiu.
Autor: Jacques Gosch | Fonte: Redação/ RD News | Foto: Reprodução | Cidade: Cuiabá
