Centro-Oeste cresce na indústria puxado por MT e MS, aponta IBGE

A indústria do Centro-Oeste ganhou força no cenário nacional em 2023, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira (25). O crescimento foi puxado principalmente por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que ampliaram sua participação no Valor de Transformação Industrial (VTI), impulsionados pela agroindústria e produção de biocombustíveis.

 

Emprego industrial

A indústria brasileira emprega 8,5 milhões de pessoas, mas ainda não recuperou os níveis de 2014.

 

Biocombustíveis em alta

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul impulsionaram o Centro-Oeste com etanol e biodiesel.

 

Indústria de alimentos

O setor lidera o ranking com 2 milhões de trabalhadores e 23,6% da receita industrial.

 

Transformação industrial

O valor de transformação chegou a R$ 2,4 trilhões, com destaque para o Sudeste e Centro-Oeste.

 

Em Mato Grosso, o salto foi expressivo: o estado passou a responder por 26,8% da produção industrial da região, um crescimento de 2 pontos percentuais em relação a 2014.

 

Mato Grosso do Sul também ganhou espaço, com aumento de 2,8 pontos percentuais, alcançando 25,4% da produção regional. Os dados reforçam o papel dos dois estados no fortalecimento da indústria regional.

 

Esse avanço ajudou a elevar a participação da região Centro-Oeste como um todo, que agora representa 6,1% do VTI nacional.

 

O desempenho de Mato Grosso está ligado à expansão da indústria alimentícia e de biocombustíveis, setores que lideram a estrutura produtiva estadual e seguem em ritmo de crescimento mesmo diante da retração da indústria nacional nos últimos anos.

 

Mato Grosso

Com 26,8% da produção industrial do Centro-Oeste, o estado avançou 2 pontos em dez anos, liderando o crescimento regional com a força da agroindústria.

 

Mato Grosso do Sul

Impulsionado pelo setor de biocombustíveis, aumentou sua participação no VTI regional para 25,4% em 2023, crescendo 2,8 pontos desde 2014.

 

De forma geral, o Brasil registrou em 2023 a maior ocupação industrial desde 2015, com 8,5 milhões de trabalhadores distribuídos em 376,7 mil empresas. No entanto, a mão de obra encolheu 3,1% desde 2014 e os salários caíram em 25 das 29 atividades avaliadas. A remuneração média no setor passou de 3,5 salários mínimos em 2014 para 3,1 no ano passado.

 

A fabricação de alimentos foi a atividade industrial com maior número de empregados no país, com 2 milhões de trabalhadores — cerca de 23,6% do total. O setor também liderou em 18 das 27 unidades da federação.

 

O ranking das atividades com maior participação no VTI trouxe uma mudança importante: a extração de petróleo e gás natural subiu da quinta para a segunda colocação no país, atrás apenas da fabricação de alimentos.

 

Regionalmente, o Sudeste manteve a liderança da produção industrial, enquanto o Centro-Oeste ganhou espaço, impulsionado pela agroindústria e pela fabricação de biocombustíveis.

 

Autor: Pollyana Araújo | Fonte: Redação/Primeira Página | Foto: Reprodução