Celso Barros fica recluso com falta de dinheiro, e Flu adia renovações

Desde 1999, no Fluminense é assim: Celso Barros quer, Celso Barros tem. A lógica serve para contratação ou renovação de contrato tanto de treinadores quanto jogadores. O presidente da Unimed-Rio, patrocinadora do clube, por força do poder financeiro, impõe suas vontades. Porém, em 2014, 15º ano da parceria, a história mudou. Sem dinheiro em caixa, o homem que mudou a história recente do Tricolor está recluso – desde que o investimento previsto para a temporada chegou ao limite. Pouco participa do dia a dia das Laranjeiras e prefere tratar dos assuntos a partir de janeiro próximo. É por isto que a prorrogação ou não do vínculo de cinco jogadores está parada. E serão definidas, para o sim ou para o não, apenas em 2015.
Celso Barros foi reeleito presidente da cooperativa de médicos em 25 de fevereiro. O processo eleitoral foi desgastante, e a oposição atingiu votação recorde. Para manter-se no poder, prometeu reduzir o despejo de dinheiro em patrocínio – no caso, no Flu. Só ajudou nas contratações, por exemplo de Walter e Conca. E manteve o acordado, em contrato, de pagar entre R$ 15 milhões e 20 milhões em direitos de imagem ao elenco. Não à toa o clube bancou sozinho as vindas de Henrique e Cícero.
– O patrocinador do clube, desde o início do ano, acenou com a situação de que não faria novos investimentos. Manteve o investimento que já existia. O Fluminense já se manifestou com interesse em relação aos atletas e o patrocinador só tem condições de renovar esses contratos a partir de 2015. É uma conversa que acredito que vai se estender um pouco mais. Não haverá renovação neste ano, só a partir de 2015. Isso já foi conversado também pela patrocinadora com os representantes dos atletas – resume o vice de futebol Mário Bittencourt.
Diego Cavalieri, Gum, Carlinhos, Valencia e Diguinho têm contrato por acabar em 31 de dezembro de 2014. E, desde seis meses para o fim do acordo, podem assinar pré-contrato com outro clube. Algo que preocupa a direção, de acordo com Mário:
– Existe a preocupação, que vai existir sempre, mas só podemos fazer aquilo que os nossos cofres e contratos comportam. São atletas de grande caráter, sempre foram corretos com o Fluminense, mas também estão no direito de buscar outros caminhos. Esperamos que continuem aqui. Já nos manifestamos em relação a isso, mas infelizmente é um ano complicado e acho que eles estão estendendo bem.
As tratativas estão paradas justamente pela dificuldade financeira da Unimed-Rio. Os representantes do quinteto já conversaram com o clube e com o patrocinador. Expuseram seus desejos. O Flu sabe o que pode arcar. A Unimed, porém, ainda não bateu martelo. Celso Barros prefere adiar as conversas. Não gosta de negociar sem saber como será o cenário em 2015 – a parceria é debatida anualmente. Não gosta de prometer o que não pode cumprir.
Em quinto com 31 pontos, o Fluminense tenta voltar ao G-4 do Brasileirão, quarta-feira, ao desafiar o Figueirense. O time catarinense tem 24 pontos e está em 12º lugar.
Fonte: Redação / G1 MT | Foto: Fernando Cazaes/Photocamera
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