Produtores rurais engrossam apoio a Taques; investigados por trabalho escravo estão na lista

A segunda prestação de contas do candidato a governador Pedro Taques (PDT), detentor da maior arrecadação deste pleito eleitoral, revela que o apoio recebido dos produtores rurais pelo candidato vem crescendo em forma de doações.
Chamam a atenção nomes de produtores ligados à família Maggi, dividindo atuação em negócios e até mesmo processos em caso de trabalho escravo.
Entre eles estão os irmãos Orlando e Caetano Polato, produtores e empresários de Rondonópolis. Para a campanha de Taques, Orlando doou a quantia de R$ 300 mil e seu irmão Caetano, que já respondeu junto com “rei da soja” Eraí Maggi a um processo que os acusava de trabalho escravo, doou a Taques R$ 200 mil.
A denúncia que surgiu em abril de 2009 pelo Ministério Público Federal (MPF), envolveu Eraí, que nesta campanha já doou R$ 1.812 milhão, seus irmãos Elusmar e Fernando Maggi, que doaram R$ 595 e R$ 345 mil respectivamente, o cunhado de Eraí, José Maria Bortoli, doador de R$ 445 mil e Caetano Polato, que era dono da fazenda Vale do Rio Verde, no município de Tapurah, onde 41 trabalhadores teriam sido encontrados em condições análogas à escravidão.
À época, trabalhadores foram libertados da fazenda localizada no município de Tapurah (MT), ainda em janeiro de 2008, pelo Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
OUTROS DOADORES
Entre os outros produtores que destinaram fartas quantias à campanha de Taques, que conforme a prestação de contas teria recebido R$ 11.279 milhões em doações, estão o presidente do sindicato dos produtores rurais de Lucas do Rio Verde, Carlos Alberto Simon, doador R$ 99.550 mil, o diretor do Grupo Bom Futuro, doador de R$ 590 mil, Donato Chechinel, que doou R$ 80 mil.
Além das doações de membros da família Maggi e de produtores rurais, a prestação de contas de Taques também conta com contribuições de outros doadores físicos e jurídicos, entre eles o comitê financeiro, empresas, construtoras, grupos empresariais e até mesmo recursos de origem não identificada, com pequenos valores de até R$ 0,97 centavos.
RANKING DOS CANDIDATOS
Em segundo lugar na pontuação de doações ficou o candidato pelo PSD José Riva, que conseguiu viabilizar R$ 572.726,97 mil, seguido por Lúdio Cabral (PT), com R$ 304.154,66 mil, José Roberto (PSOL), com R$ 95.712,41 mil, e Muvuca (PHS), 9,8 mil.
Fonte: Redação / Repórter MT | Foto: Reprodução | Cidade: MT
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