Família de jovem assassinado em Sinop vai á brasília entregar 110 mil assinaturas

A família do estudante de medicina Eric Francio Severo, assassinado em dezembro de 2014, entregou na manhã desta terça-feira (24) mais de 110 mil assinaturas de um abaixo-assinado, que pede o aumento da pena para crimes hediondos, dentre eles o latrocínio, que é o roubo com morte.



O objetivo é reforçar o projeto de Lei 353/2015, de autoria do deputado federal Major Olímpio (PDT). A matéria prevê o aumento da pena para crimes hediondos de 30 para 50 anos de prisão.



“Para a vítima, no caso nosso Éric, a pena é de morte, para a família a pena é perpétua e para o criminoso é vida e liberdade. Os que cometeram esse latrocínio com o Éric vão ficar presos no máximo 10 anos. Estamos olhando para o futuro para tentar inibir esses crimes”, afirmou o pai do estudante, o advogado Leonildo Severo.



Durante a entrega das assinaturas o pai do estudante agradeceu o apoio da bancada federal de Mato Grosso e reforçou que a coleta de assinaturas deve continuar. “Só da nossa região são quase 112 mil assinaturas e o deputado Major Olímpio está recolhendo em São Paulo. Estamos abrindo a petição online e vai continuar. Queremos agradecer a todas as pessoas que apoiaram e colaboraram”, complementou.



Crime e condenação


Eric Francio Severo foi encontrado morto na tarde do dia 28 de dezembro de 2014 em um matagal às margens de uma estrada vicinal entre o distrito de Primaverinha, em Sorriso (município a 420 km da capital). Ele estava desaparecido desde a madrugada do dia anterior após sair de um bar na cidade de Sinop, a 503 km da capital, onde passava férias na casa da família. O corpo apresentava marca de tiro na cabeça.



Todos os envolvidos no crime foram presos pela Delegacia de Roubos e Furtos (Derf), de Sinop. Quatro já foram condenados com penas que variam de 8 a 28 anos de reclusão. Para a família, a lei foi cumprida, mas está longe de ser o ideal.



“A legislação dá margem para a impunidade e a sociedade de bem fica em grande desvantagem diante dessas pessoas [que cometem crimes de latrocínio]. Nenhuma pena consola. O que a gente tem que fazer é evitar que isso aconteça”, criticou Leonildo.
 

Autor: Julia Munhoz | Fonte: Redação/ Nova Edição | Foto: Divulgação | Cidade: MT

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