Um morre e outro fica ferido durante briga dentro do Pomeri

R. M. dos S., de 17 anos, morreu e o menor A. de O. S., de 15 anos, ficou ferido durante uma briga dentro da cela 9 do Bloco 1, no Centro Socioeducativo de Cuiabá (Pomeri), na tarde desta segunda-feira (6).

 

De acordo com informações dadas pelos agentes socioeducativos, 17 detentos estavam em uma ‘banho de sol’ na unidade prisional, e ouviram gritos de pedido de socorro vindos das celas. Com isso, foram até o local, e se depararam com os dois detentos no chão ensanguentados.

 

Os agentes isolaram a área e acionaram a equipe médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que constatou a morte de R. M. dos S. e levaram A. de O. S. para o Pronto-Socorro de Cuiabá.

 

O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer o exame de necropsia, onde o resultado deve apontar as causas da morte. A conclusão dos laudos deve ser divulgada nos próximos dias.

 

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) explicou que a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está investigando a morte. 

 

Os dois eram originários da cidade de Sinop (500 km de Cuiabá) e já foram condenados pelo crime de furto.

 

VIROU ROTINA

 

O local que teoricamente serviria para recuperar ‘jovens infratores’ somente neste ano já foi palco de vários motins, que já chegaram a agredir agentes socioeducativos. Em uma das ocasições, ocorrida no dia 11 de junho deste ano, 17 detentos agrediram com ‘chuços’ (arma artesanal) dois adolescentes e jogaram pedras nos carcereiros, além de queimarem vários colchões.

 

Segundo informações de um agente, que atendeu a ocorrência, o motivo do motim seria por conta de uma transferência de celas desses adolescentes. Eles foram responsáveis por uma agressão a outro interno, além de tentarem agredirem outros dois monitores.

 

EM GREVE

 

Atualmente, cerca de 500 servidores do Sistema Socioeducativo estão em greve. A paralisação já dura 14 dias. Em uma entrevista, o presidente do Sindicato de Carreira dos Profissionais (SINDPSS), Paulo César de Souza, afirmou que a paralisação ocorreu porque o secretário Estadual de Justiça e Direito Humano (SEJUDH), Luiz Antônio Pôssas, não teria cumprido nem 5%, de um acordo feito com a classe, firmado no mês de abril deste ano, onde se compremeteria a reformar várias unidades prisionais e  manter servidores de carreira nos cargos comissionados de chefia das unidades. 

 

Fonte: Redação / Repórter MT | Foto: Reprodução | Cidade: Cuiabá

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