Jornalista acusado de extorquir empresários é preso com drogas e arma

O jornalista Max Feitosa Milas, acusado de extorquir empresários em Mato Grosso, foi preso pela Polícia Militar por porte ilegal de arma de fogo e também uma porção de cocaína. Junto a ele estava um comparsa, identificado como Josimar de Oliveira Reis, 21 anos, que possuía substância análoga a maconha. Max foi pego na “Operação Liberdade de Extorsão”. O fato foi registrado no fim da noite da última segunda-feira (26). 


 
Segundo as informações da Polícia Militar, uma viatura estava em rondas pelo bairro Lixeira, em Cuiabá, quando abordou diversas pessoas em uma esquina. Ao efetuar busca pessoal no jornalista, os militares encontraram uma pistola calibre 380 com 14 munições intactas. Além disto, também foi achada uma porção de substância análoga a cocaína, próximo ao acusado.


 
Com Josimar de Oliveira Reis a polícia encontrou uma porção de substância análoga a maconha. Os dois suspeitos foram encaminhados à Central de Flagrantes. Max deveria estar utilizando tornozeleira eletrônica. Em decisão no último dia 22 de setembro, o desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou pedido de habeas corpus protocolado pela defesa do suspeito.


 
Operação
 
A acusação de extorsão foi levantada pela “Operção Liberdade de Extorsão”. Entre as supostas vítimas do jornalista estão Silval Barbosa, ex-governador, e Pedro Nadaf, ex-secretário de Casa Civil. Segundo o Ministério Público, Max agia junto de Antônio Carlos Milas, Antônio Peres Pacheco, Haroldo Ribeiro, Maycon Feitosa Milas, e Naedson Martins da Silva.
 


Conforme os autos, os réus utilizavam a empresa Grupo Milas de Comunicação como suporte para a prática das extorsões. Constam como vítimas arroladas ao processo: o ex-governador, Silval da Cunha Barbosa; O ex-secretário de Casa Civil, Pedro Jamil Nadaf; José Ari de Almeida, Filinto Muller, Emmanuel de Araújo, Marilena Aparecida Ribeiro, Alla Exupery de Araujo, Leonardo da Silva Cruz, Pascoal Santullo, Sidnei Garcia e Willian Paulo Mischur.
 


A denúncia teve origem no Inquérito Policial instaurado pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Administração Pública, cujas investigações se originaram de ofício encaminhado pela prefeitura de Cuiabá, informando sobre suposta quebra de sigilo fiscal da empresa Stelmat Teleinformática Ltda.


 
Em análise ao Sistema de Gerenciamento de Arrecadação (GAT), constatou-se que o servidor Walmir Correa estaria realizando acessos indevidos ao sistema, com a finalidade de obter informações de diversas empresas, inclusive da Stelmat Teleinformática Ltda.



Encerradas as investigações, a autoridade policial apurou que havia um esquema criminoso enredado pelos denunciados, os quais, de posse das informações obtidas ilegalmente do banco de dados da prefeitura, praticavam o crime de extorsão contra empresários e políticos do Estado.


 
Antonio Carlos foi reconhecido como o líder do grupo, sendo ele, segundo o MPE, o responsável pela escolha das vítimas, bem como por marcar as reuniões. Os acusados Max e Maycon, ambos filhos de Antonio Carlos, eram os responsáveis pelas as pesquisas no sistema da prefeitura, nas quais utilizavam a credencial do servidor Walmir Correa. A extração das informações que seriam utilizadas para a extorsão também era esporadicamente praticada por Antonio Peres, Haroldo e Naedson.


 
Por sua vez, ainda segundo o MPE, Antonio Carlos, Max e Maycon eram os responsáveis pelas visitas às vítimas, nas quais eram apresentadas os documentos e posteriormente eram constrangidas a firmar contrato de aquisição de mídia ou ainda, efetuar pagamento de vantagem pecuniária a título de patrocínio para a empresa dos réus, sob a ameaça de divulgação das informações fiscais sigilosas nos veículos de comunicação pertencentes à família. 

(Colaborou Lázaro Thor Borges)

Autor: Wesley Santiago | Fonte: Redação / Olhar Direto | Foto: Divulgação