Advogada que ajudava presos com documentos falsos fica em prisão domiciliar

A advogada Jaqueline Moreira Martins Pacheco, presa ontem (26), passou por audiência de custódia nesta tarde e conseguiu que a prisão fosse revertida de preventiva para domiciliar.
A decisão é da juíza Ana Cristina Silva Mendes, da Sétima Vara Criminal, que atendeu a pedido da defesa que alegou que a acusada é mãe de duas filhas, sendo uma menor de 12 anos, que depende da sua assistência e cuidado.
“Da análise detida dos autos, verifica-se que a investigada é advogada e mãe de duas filhas sendo uma delas menor de doze anos de idade, que vivem sob os cuidados da mesma. Dispõe o art. 318 do CPP, que poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente for: I – (omissis); V – mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos;” destaca trecho do documento.
Jaqueline deve ficar recolhida na sua casa das 19h às 06h, todos os dias; deverá comparecer em juízo e comprovar residência fixa mensalmente; estar presente em todos os atos do processo que for intimada; não poderá se ausentar da cidade por mais de sete dias sem autorização judicial; está proibida de manter contato com outros réus da investigação, sendo eles Paulo Winter Farias Paelo, Diego Alexandre Farias Cocarelli e Eudes Rodrigo da Silva Cruz; não poderá frequentar as unidades prisionais onde se encontram os acusados.
Prisão
A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Judiciária Civil prendeu, na manhã de ontem terça-feira (26), a advogada devido à investigação de falsificação de documentos para remissão de pena de condenados da Justiça.
Jaqueline teve mandado de busca e apreensão cumprido em sua casa, em um condomínio de Cuiabá.
Ela é acusada de atuar com o uso de documentos falsos para conseguir o perdão de penas de criminosos.
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Autor: Maria Julia Souza | Fonte: Redação / Repórter MT | Foto: Reprodução
