Advogado que tatuou rostos de Mariele e Lula denuncia suposta intimidação a tiros

O advogado Paulo Lemos relata ter sofrido possível tentativa de intimidação, na noite da última quinta (21), em sua residência, em Matupá. Para ele, a principal suspeita é de que o crime tenha sido motivado por divergências políticas, pois Lemos tatuou recentemente os rostos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da vereadora assassinada Marielle Franco em seus braços.
Conforme boletim de ocorrência, registrado pelo advogado, Lemos recebeu ligação da esposa, por volta das 20h, e ela relatou que ouviu disparos de arma de fogo nas proximidades da residência da família.
Ele foi para a residência, logo após a ligação da companheira. Em casa, a mulher disse que ouviu estampido, que acreditou, a princípio, ser oriundo de fogos de artifícios. No entanto, ela escutou outros estampidos seguidos, semelhantes a disparos de arma de fogo.
A esposa do advogado contou ainda que viu, por cima do muro da residência, uma faísca de fogo que, segundo ela, se assemelhava ao disparo de arma. Em seguida, conforme o boletim de ocorrência, ela entrou em casa e ligou para o marido. A mulher disse que não conseguiu avistar nenhum suspeito.
No B.O., Lemos disse acreditar que os disparos podem ter sido motivados por retaliação de cunho político ou ameaça, em razão de ser ativista político e por ter tatuado os rostos de representantes da esquerda em seu corpo, fato que gerou grande repercussão nas redes sociais e na imprensa.
Em conversa, Lemos explicou que ainda não conseguiu localizar nenhum projétil no entorno da residência. “Como foi no período da noite, ainda não conseguimos localizar nada”, disse. Ele explicou que os disparos foram feitos para o alto e não atingiram o muro ou outro local da residência em que mora.
“Normalmente, esses tiros para cima foram uma tentativa de intimidação. Quando não procuram alvo para atingir, é como se eles quisessem dar um recado, por isso não há balas na parece ou coisa parecida”, declarou o advogado.
Ele frisou que a esposa de um policial, que mora ao lado da casa do advogado, também ouviu os disparos. “Esse policial estava na delegacia quando registrei o boletim de ocorrência. Ele ligou para a mulher, que confirmou que ouviu os disparos”, pontuou.
OAB-MT deve apurar
De acordo com Lemos, o presidente da 14° Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso, Marcus Augusto Girardi Macedo, disse que a entidade regional pedirá rápida apuração sobre a suposta tentativa de ataque. A Polícia Civil deverá investigar o caso.
Autor: Vinícius Lemos | Fonte: Redação / RD News | Foto: Reprodução
