Agente prisional é exonerado após acusação de tráfico de drogas

Dois anos após ser preso em flagrante por tráfico de drogas, o agente penitenciário W.T.C. foi demitido do cargo pelo governador Pedro Taques. O decreto está publicado em Diário Oficial, que circulou hoje. Na época do flagrante, ele estaria com 1,5 quilo de maconha.
De acordo com as informações, a demissão é resultado do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que foi instaurado para apurar as supostas violações a deveres funcionais cometidas pelo então servidor do Estado. Além da prisão em flagrante, pesaram ainda sobre ele acusações de participar diretamente na facilitação da entrada de drogas e celulares dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), a maior de Mato Grosso.
Quando interrogado pela comissão responsável pelo PAD, o homem confessou a prática. Enquanto aguardava o resultado do processo, o servidor continuava atuando, mas desde outubro do ano passado, na penitenciária feminina Ana Maria do Couto May, conforme informações do Diário Oficial.
Quando preso, em dezembro de 2013, ele foi abordado na porta da casa de um amigo, identificado como Luciano, após ser monitorado pela Polícia Militar. Com eles estavam três tijolos de maconha expostos no banco de um veículo, de propriedade do agente. Além disso, eles portavam cinco celulares, chips e R$ 783.
O caso foi levado à Justiça e ambos foram indiciados no inquérito policial, cuja denúncia foi aceita pelo Ministério Público Estadual (MPE) em fevereiro de 2014. “Oportuno esclarecer que, em razão da independência das esferas, a pena de demissão poderá ser aplicada no presente processo, em que pese o tramite da Ação Penal que culminou com a condenação do Acusado com sentença e decisão de recurso já ultrapassados, transitada em julgado”, diz trecho do despacho.
Sendo assim, diante do exposto e considerando que as provas que constam nos autos, foi acolhida a sugestão apresentada pela Comissão do PAD e ratificada pelos secretários de Estado de Justiça e Direitos Humanos e o Controlador-Geral do Estado, quanto a demissão do agente.
Não é de hoje que agentes penitenciários são alvos de investigação por facilitar a entrada de drogas e celulares, bem como de tráfico, nos presídios de Mato Grosso. Em 2011, por exemplo, a operação “Xadrez” foi a segundo realizada no Estado e terminou com a prisão de seis profissionais.
Antes disso, foi a vez da operação “Ergástulo”, prender quatro agentes e três militares por conta das mesmas práticas ilícitas. Um dos envolvidos no caso só foi demitido em janeiro deste ano, cinco anos após sua prisão. Trata-se do agente Valderson Wilson Guimarães, conhecido como “Caveirinha”.
Fonte: Redação/ Diário de Cuiabá | Foto: Ilustrativa | Cidade: MT
