Alertas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado apresentam queda em MT

Na quinta-feira (03), o Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgaram os dados de alertas de desmatamento do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) referentes ao período até 31 de julho de 2023, abrangendo a região da Amazônia e o Cerrado. Mato Grosso foi uma das unidades federativas que apresentaram bons resultados nos primeiros seis meses do ano.

 

No Cerrado mato-grossense, a área em que foram emitidos alertas de desmatamento apresentou uma queda notável. Entre janeiro e julho de 2022, foram registrados 330 km² de desmatamento, enquanto no mesmo período de 2023, esse número diminuiu para 289 km², representando uma redução de 12,42%. Entre janeiro e julho deste no os municípios que concentraram maior área de alerta foram Comodoro, com 33 km² de área desmatada, Cocalinho, com 32 km², e Ribeirão da Cascalheira, com 22 km².

 

Em relação à Amazônia Legal, os dados também apontam uma diminuição no desmatamento no período analisado. Entre janeiro e julho de 2022, foram detectados 1056 km² de área desmatada, enquanto no mesmo período de 2023, esse valor diminuiu para 987 km², representando uma redução de 6,52%. Feliz Natal foi o município com mais alertas de desmatamento na Amazônia Legal em 2023, registrando 175 km² de área desmatada, seguido por Colniza, com 73 km², e Aripuanã, com 58 km².

 

Apesar da diminuição, Mato Grosso ocupou a segunda posição no ranking de estados com a maior área de desmatamento na Amazônia nos primeiros seis meses de 2023, ficando atrás apenas do Pará (979 km²). 

 

Dados Nacionais

Nacionalmente, no caso da Amazônia, houve queda de 66% nos alertas de desmatamento em julho de 2023 na somatória de todos os estados. Já o acumulado de alertas no período de agosto de 2022 a julho de 2023 registrou queda de 7,4%, o que corresponde a uma área de 7.952 km². Já o Cerrado teve aumento de 26% dos avisos de supressão da vegetação  em julho e de 16,4% entre julho de 2022 e agosto de 2023, o que representa uma área de 6.359,43 km².  

 

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ressaltou o papel da ciência e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no combate ao desmatamento e nos planos de mitigação e adaptação às mudanças do clima. “Não há saída para o combate à destruição da Amazônia e do Cerrado e para os planos de mitigação e adaptação às mudanças do clima sem ciência. Quero reiterar que o MCTI é a favor da ciência aberta e tem compromisso com a divulgação transparente dos dados produzidos pelo INPE, que são fundamentais para as políticas de combate ao desmatamento e de preservação dos biomas e são, portanto, estratégicos para o país”, disse a ministra.

 

A ministra Marina Silva enalteceu a parceria com o MCTI e a importância de fazer política pública com base em evidências científicas. “Estamos sustentados por muita ciência. Os dados do DETER nos auxiliam a interferir na hora em que a criminalidade ocorre e poder fazer a diferença. O Inpe faz ciência com ética e técnica”, afirmou.

 

 

 

 

 

 

Autor: Safira Campos | Fonte: Redação/PNB Online | Foto: Governo de Mato Grosso