AMM muda regimento; ex-prefeitos obtêm aval para disputar presidência

Com pouco menos de 30% dos associados presentes, a direção da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) votou a alteração no Regimento Interno da entidade, aprovando reeleição por um mandato e a permissão para que ex-prefeitos concorram por dois mandatos o cargo de presidente. A alteração seria uma estratégia do atual presidente, Neurilan Fraga (PSD), que está no segundo mandato como prefeito e que almejaria concorrer novamente ao posto de representante dos 141 municípios.

 

A informação é de que pouco mais de 30 prefeitos participaram da reunião, que ocorreu durante o 32º Encontro de Prefeitos, realizado desde ontem na Capital. Dados oficiais ainda não foram divulgados pela AMM.

 

O assunto era polêmico e houve debate no momento da votação, com os prefeitos que quiseram se manifestar, tanto contra ou a favor das propostas. Quanto à reclamação por parte de alguns insatisfeitos, o vice-presidente da AMM, Walmir Guse (PR), prefeito de Nova Conquista D’Oeste, pontua que isto é natural dentro de um processo democrático.

 

Sobre o baixo número de prefeitos participantes, Guse pontua que este ano os gestores já foram a Brasília em três momentos e também já vieram à Capital para participar de outros eventos e isto causa desgaste. Ele admite que alguns sequer possuem condições financeiras.

 

A ausência de prefeitos de cidades-pólos como Sorriso, Nova Mutum e Barra do Garças ou até mesmo Várzea Grande, cidade vizinha de Cuiabá, o vice-presidente diz que estes gestores acreditam que estão alheio às crises e muitas vezes entendem que não precisam participar de eventos como este.

 

A cordo com o republicano, dos 141 municípios de Mato Grosso apenas cinco não estão associados, dentre eles, Lucas do Rio Verde, comandado por Otaviano Pivetta (PDT) que saiu derrotado da disputa para presidência.

 

Na pauta de votação, havia uma sugestão de que não houvesse limites para reeleição que saiu derrotada numa disputa acirrada. A maioria optou por restringir e manter as regras atuais. O mandato da diretoria é de dois anos e permite que o presidente concorra apenas mais uma vez ao cargo.

 

Ex-prefeitos

No caso da participação de ex-prefeito na disputa pelo comando da AMM, ele fica restrito a participar de eleição dentro do prazo de quatro anos após deixar o cargo. De acordo com Guse, este tempo foi colocado por entender que é um período em que o ex-gestor ainda está ligado à administração público e tem contato com os prefeitos.

 

Assim, Neurilan poderá disputar novamente a eleição para presidência da AMM em 2016 como ex-prefeito. O vice-presidente da entidade defende a proposta pois o ex-prefeito poderá se dedicar exclusivamente à AMM e a intenção é justamente melhorar a qualidade da gestão da entidade. Atualmente, o presidente precisa dividir a atenção com a administração municipal, o que acaba sobrecarregand o gestor. 

 

Outro que concordou com o ponto de vista de Guse é o prefeito de Nobres, Gilmar Luiz da Silva (PSD), conhecido como Gilmarzinho. Ele não participou da votação, mas adianta que apoia a ideia, pois dá mais autonomia e o presidente tem mais tempo para se dedicar. "Embora esteja me tornando ex-prefeito, não tenho intenção nenhum de disputar, mas entendo ser positivo", opinou. 

 

Sobre a ausência da maioria dos associados, o social-democrata ressalta que todos foram convocados e sabiam da pauta de votação, se não foram estão sujeitos a acatar a vontade da maioria. 

Fonte: Redação / Agência da Notícia MM | Foto: Divulgação | Cidade: MT