Anvisa libera retomada de testes da vacina chinesa em Cuiabá

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), anunciou nesta quarta-feira (11), que autorizou a retomada dos testes da Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan contra a covid-19. Os estudos tinham sido suspensos depois da morte de um dos voluntários. Em Cuiabá, que participa da pesquisa, a ideia é vacinar 800 voluntários, mas essa meta ainda não foi atingida. 

 

Na Capital, a primeira dose da vacina foi aplicada no dia 6 de outubro, em uma médica infectologista do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM). A assessoria da unidade não soube precisar quantas pessoas já foram testadas, mas disse que nenhuma apresentou reação adversa.

 

O teste da vacina consta do estudo ProfisCOV, realizado pelo Instituto Butantan em 11 estados. Em Mato Grosso, o centro de estudo parceiro é o HUJM. Os testes são realizados em voluntários que são profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas e dentistas. Cada um receberá duas doses da Coronavac, sendo a segunda entre duas e três semanas depois da primeira.

 

Suspensão e retomada

A suspensão dos estudos ocorreu na segunda-feira (9), em função da morte de um voluntário de São Paulo, de 33 anos, no dia 29 de outubro. A Anvisa alegou que tomou a medida por segurança, em função da gravidade do evento. Porém, na terça, foi divulgado que as duas principais hipóteses para o óbito são suicídio ou overdose.

 

Na terça, o Instituto Butantan voltou a afirmar que a vacina era segura e que o óbito não estava relacionado à vacina. No mesmo dia a Anvisa se justificou dizendo que não havia dados precisos sobre a morte e que a interrupção foi de caráter exclusivamente técnico.

 

Nesta quarta, a Anvisa disse que, depois de avaliar as novas informações dadas pela patrocinador do estudo, "entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possível relação de causalidade entre o EAG [evento adverso grave] inesperado e a vacina".

 

 

Autor: Carolina Holland | Fonte: Redação/Repórter MT | Foto: Reprodução/Ilustrativa