Após 3 anos de covid-19, veja como MT passou pela a maior pandemia do século

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou oficialmente, nesta sexta-feira (05.05), o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (Espii) da pandemia de covid-19. A imposição havia sido instaurada em 30 de janeiro de 2020 pela organização e foi suspensa depois de cerca de 3 anos e 3 meses em vigor. A declaração, dada por Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, é recebida com alívio pelo mundo, após 15 milhões de óbitos em todo o planeta, conforme nova estimativa da OMS.
Como em boa parte do mundo, em Mato Grosso, a pandemia impactou diretamente a economia, a saúde e a vida cotidiana das pessoas. Após o primeiro caso registrado no estado, em 19 de março de 2020, foram adotadas medidas para conter a disseminação do vírus, como o uso obrigatório de máscaras, o distanciamento social e a suspensão de atividades não essenciais.
Por aqui, desde 2020 até hoje foram confirmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) 890.751 casos da doença. Ao todo, 15.407 pessoas não resistiram e morreram diretamente em razão da covid-19. Desse total, 153.859 casos, cerca de 17%, ocorreram na capital do estado, região que mais concentrou ocorrência. Em Cuiabá, foram registrados 3.744 óbitos.
Ao longo desses anos, hospitais de todo o estado ficaram sobrecarregados pelo número crescente de doentes, o que demandou grande investimento público na saúde. Como em boa parte do país, em Mato Grosso foram seguidas semanas com escassas vagas em leitos de UTI pelo país, nem mesmo na rede privada. Em 2021, sem previsão concreta de vacinação por atraso nas compras por parte do Governo Federal, a população assistiu às taxas de ocupação de leitos variarem entre 90% e 100%.
Diante desse cenário, o estado viveu, pelo menos, quatro picos no número de casos da doença. O mais grave ocorreu entre março e abril de 2021, quando chegou a registrar, em um único dia, 128 mortes. Àquela altura, a incidência, quantidade proporcional de casos confirmados para cada 1 milhão de habitantes, estava sempre em torno de 90. Outro pico enfrentado pelo estado aconteceu em janeiro do ano passado, com o registro de mais de 2.200 casos em um único dia. O número de mortes, entretanto, já era cerca de 25 vezes menor que no mesmo período do ano anterior.
A importância da vacinação
A progressiva melhora nos números foi possível principalmente em razão do avanço da vacinação da população. A primeira pessoa a receber o imunizante foi a técnica de enfermagem do Hospital Metropolitano, Luiza Batista de Almeida Silva, em janeiro de 2021. O momento histórico foi amplamente noticiado no estado e diante de sucessivas campanhas de desinformação contra a imunização, Governo e Prefeituras buscaram incentivar cidadãos e cidadãs a se vacinarem contra o coronavírus.
Dados do Ministério da Saúde apontam que, até o momento, Mato Grosso já recebeu 9.725.683 doses de imunizantes. Grande parte teve como destino Cuiabá, que, conforme a Prefeitura, já aplicou 1.116.164. Cerca de 85 mil doses estão atualmente em processo de distribuição em todo o estado. O desafio agora é atrair mais pessoas para receber a vacina bivalente contra a covid-19.
O imunizante está disponível para toda a população maior de 18 anos e é destinado a pessoas que já receberam pelo menos duas doses monovalentes (Coronavac, Astrazeneca ou Pfizer), respeitando o intervalo mínimo de quatro meses da última dose. Em Cuiabá, cinco Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão com horário de atendimento estendido das 7h até as 21h, sem interrupção no horário de almoço, para que todos possam ser imunizados de maneira ágil. Todos os locais que estão ofertando imunização podem ser conferidos neste link.
Autor: Safira Campos | Foto: Luiz Alves – pref. de Cuiabá
