Após manifestações superintendente do Incra de MT é exonerado, Osmar Rosseto também pode deixar cargo

Após 10 dias de manifestações nas rodovias de Mato Grosso, o superintendente do Incra no Estado, Salvador Sotério de Almeida (PT), deixou o cargo. O anúncio foi feito há pouco pelo deputado estadual José Carlos do Pátio (SD) na tribuna da Assembleia Legislativa.
Salvador Sotério de Almeida havia sido indicado para o cargo pelos deputados federais Carlos Bezerra (PMDB) e Ságuas Moraes (PT). “Os movimentos sociais saíram vencedores desta luta e este cidadão acaba de cair do Incra”, disse o deputado.
Nos últimos dias, manifestantes ligados ao Movimento dos Sem Terras (MST) trancaram várias rodovias do Estado pedindo a exoneração do superintendente. ”Desde que ele assumiu o cargo, não houve avanços no Estado. Fomos para Brasília e percebemos que o problema estava, realmente, em Mato Grosso. Por isso, exigimos sua substituição imediata e vamos continuar mobilizados até a exoneração”, disse um manifestante durante um bloqueio no Norte do Estado.
Outro lado:
Durante entrevista concedida a imprensa de Cuiabá, Salvador negou ter sido exonerado, de acordo com o, agora ex-servidor do Incra, a decisão partiu dele mesmo, que acredita ter cumprido seu papel á fente da entidade.
Com a saída de Salvador, a expectativa é de que os movimentos encerrem os bloqueios nas rodovias.
Crise no Incra-MT:
Desde o início do ano (2015) o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de MT, vem sendo alvo de duras críticas, em junho o Deputado Estadual Zé Carlos do Pátio (SD) já havia se reunido com o vice-presidente da entidade, Leonardo Góes da Silva.
Na ocasião o Parlamentar cobrou mudanças emergenciais na administração do Incra, além da substituição imediata da superintendência da entidade em MT, o que incluí o ex-prefeito de Nova Ubiratã, Osmar Rosseto, o “Chiquinho do PT”, atual Chefe de Divisão de Desenvolvimento Regional do órgão, que também pode deixar o cargo.
Em julho foi a vez do Senador mato-grossense, José Medeiros, criticar a morosidade e a ineficiência da entidade no Estado, segundo o parlamentar a demora na regularização de assentamentos resulta na revolta dos trabalhadores rurais.
“Da mesma forma que precisamos planejar estradas, precisamos planejar portos, precisamos planejar também esses assentamentos. Não tem como simplesmente pegarmos parte de uma favela da cidade e transformar numa favela no campo”, afirmou o senador durante discurso.
Além da inoperância alguns manifestantes alertam que a entidade no Estado se tornou um local para empregar políticos petistas sem mandato.
Fonte: Redação/ Folha Max | Foto: Reprodução | Cidade: Mato Grosso
