Associação Nova Ubiratãense de Judô é declarada entidade de utilidade pública

Está em vigor a Lei nº 11.472/2021 reconhecendo a Associação Nova Ubiratãense de Judô (Anju) como uma entidade de utilidade pública estadual. Em 2016, a Câmara de Vereadores de Nova Ubiratã já havia concedido o título em âmbito municipal. 

 

Oriunda do Projeto de Lei 407/2021, de autoria do deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC), a proposta busca ampliar o número de crianças e adolescentes atendidas pela entidade fundada em fevereiro de 2015. 

 

“O esporte é uma das formas mais eficazes para combatermos as desigualdades sociais ou qualquer outro tipo de discriminação. Exemplo disso é o número histórico de medalhas conquistadas, neste ano, nas Olímpiadas de Tóquio. Muita gente não sabe, mas a maioria delas veio de atletas que iniciaram suas carreiras em projetos sociais semelhantes a esse desenvolvido em Nova Ubiratã”, disse o parlamentar ao defender a aprovação do projeto de lei. 

 

Dal Molin explica ainda que, por meio do reconhecimento, “a associação estará apta a reivindicar isenções de contribuições, além de firmar convênios com o estado a fim de custear a manutenção do projeto”. 

 

"Muitos alunos não têm condições sequer de comprar um quimono, muito menos de custear viagens para participar de competições. Por meio deste reconhecimento, esperamos que o Estado contribua, também, com essa modalidade esportiva", complementa. 

 

 A Anju

Sediada na Avenida Getúlio Vargas, área central, a Associação Nova Ubiratãense de Judô atende cerca de 200 alunos com idades entre 5 e 20 anos, moradores dos municípios de Nova Ubiratã e Ipiranga do Norte.

 

O presidente da entidade, sensei Cyro Capistrano da Silva Neto, 35, explica que para manter o projeto conta com apoio da iniciativa pública, empresários locais e instituições como o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP/MT) e a Cooperativa Sicredi. 

 

“Plantamos uma ‘sementinha’, ela cresceu ao longo dos anos e hoje rende bons frutos. Entretanto, nada disso seria possível sem o apoio incondicional dessas pessoas e instituições. Somos parte de uma corrente do bem”, assinala o faixa preta de judô (4º dan). 

 

A trajetória do diamantinense no esporte teve início em 1995, época em que foi apresentado ao projeto social mantido pelo professor Carlos Fernando Pereira (Mestre Carlão). 

 

“Ele [Carlão] foi uma das minhas maiores inspirações. Como mestre me passou ensinamentos importantes que hoje, como professor, faço questão de compartilhar com meus alunos”, disse Capistrano ao enaltecer também o apoio recebido pelos pais, o servidor público federal Jandyr Pereira Capistrano da Silva, e a professora Juracema Moreira da Silva. 

 

Ampliação de vagas

Segundo Capistrano, para 2022 a associação pretende ampliar sua área de abrangência. Para isso, ele deu início a um levantamento para identificar a viabilidade de oferecer aulas gratuitas de judô para moradores das comunidades rurais de Nova Ubiratã.

 

Na lista de prioridades também estão a participação de um campeonato nacional, previsto para novembro deste ano, em Monte Mor, interior do estado de São Paulo. 

 

“As medidas impostas para frear o avanço da covid-19 interferiram em nossos projetos. Tivemos que suspender parcialmente as aulas presenciais, competições e reavaliar a programação para os próximos dois anos”, pontua o sensei que exerce voluntariamente as funções de vice-presidente da Confederação Brasileira de Ligas de Judô (CBLJ), região Centro-Oeste do país, e presidente da Liga Mato-grossense de Lutas Esportivas (LMTLE).

 

Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação/Assessoria | Foto: Nadia Patrícia Buscioli Capistrano