Bebês que puxam ao pai são mais saudáveis

Logo que um bebê nasce, os parentes se reúnem em discussões sobre com quem ele se parece. O que não se sabia, porém, é que essa determinação genética pode ditar até sobre a saúde da criança. Um estudo descobriu que quem se parece com o pai tende a ter uma saúde melhor do que a média. E isso não se deve ao acaso. A conclusão da pesquisa é que os pais que veem semelhança nos pequenos investem mais tempo na relação e cuidam mais deles.
O estudo analisou 715 famílias de pais separados com filhos nascidos entre 1998 e 2000. Foram feitas cinco entrevistas com as mães (com quem eles moravam) e os pais: uma quando os bebês ainda eram recém nascidos e as outras ao longo de um ano.
Durante as conversas, os pesquisadores perguntavam com quem o filho parecia. Eles decidiram analisar apenas as respostas em que havia unanimidade entre pais e mães, o que aconteceu em 456 casos. Entre eles, 255 famílias concordaram que o bebê parecia com o pai.
A saúde da criança foi medida em uma escala de 1 a 5, de pior para melhor. A conclusão foi de que os pais que tinham filhos parecidos investiam mais tempo neles, com mais passeios e visitas. E que essa presença afetou positivamente na saúde delas.
O estudo If looks could heal: Child health and paternal investment foi feito em uma parceria entre a Universidade de Illinois Edwardsville, a Universidade de Nova Iorque em Birghamton, ambas nos EUA, o Instituto de Economia do Trabalho, na Alemanha, e a Universidade Hope de Liverpool, na Inglaterra.
Fonte: Redação / Minha Vida
