Bolsonaro cobra da Petrobras redução imediata dos preços dos combustíveis

O presidente Jair Bolsonaro (PL) partiu para cima da Petrobras – com toda razão – para cobrar redução proporcional nos preços dos combustíveis no Brasil. Na semana passada, quando o petróleo beirou 140 dólares o barril, houve expressiva alta nos preços aqui no mercado interno, com o diesel subindo 25%. Nesta terça (15), o barril já opera abaixo dos 100 dólares e Bolsonaro, no seu estilo, cobrou providências da estatal. Ele cobra da empresa um ajuste nos valores diante da queda nos mercados globais.
"Estamos tendo notícia de que nos últimos dias o preço do petróleo lá fora tem caído bastante. A gente espera que a Petrobras acompanhe a queda de preço lá fora. Com toda certeza fará isso daí", disse, durante cerimônia no Palácio do Planalto.
Bolsonaro chamou a empresa de querida, numa ironia que lhe é peculiar, criticando a falta de sensibilidade da empresa, ávida em reajustar para cima os preços.
"Espero que nossa querida Petrobras, que teve muita 'sensibilidade' ao não nos dar um dia – para rever o aumento – ela retorne, como na semana passada, o preço do combustível no Brasil."
O presidente esperava que a petroleira nacional segurasse o aumento até a votação do projeto que zera o imposto federal sobre diesel e gás de cozinha. O texto foi sancionado na noite de sexta-feira, mas o aumento veio na quarta (09).
"Por um dia, se a Petrobras tivesse esperado, teríamos R$0,30 centavos de aumento do diesel, não de R$ 0,90", disse.
As declarações de Bolsonaro foram feitas durante cerimônia de assinatura de duas medidas provisórias voltadas ao agronegócio e um decreto.
Fonte: Redação/Repórter MT | Foto: Agência Brasil
