Cartão do Sus passa a ser identificado com dados do CPF em Sorriso

A partir de agora, o CPF será o identificador único no Cartão Nacional de Saúde (CNS). O documento, que não precisa ser impresso, estará disponível em formato digital e exibirá informações básicas como nome, CPF, sexo e data de nascimento, substituindo o número antigo.
A medida tem como objetivo unificar cadastros, facilitar o acesso da população aos serviços de saúde e aumentar a segurança no armazenamento dos dados. Além disso, o uso do CPF como número único vai ajudar a combater fraudes e duplicidades, garantindo maior confiabilidade ao sistema.
Vanio Jordani, secretário municipal de Saúde, avalia a mudança como mais integração e menos burocracia. Para ele, a mudança representa um avanço importante para a saúde pública.
“Mais um avanço para modernizar o sistema e garantir mais agilidade no atendimento. Essa integração vai permitir que o histórico de cada paciente esteja disponível em qualquer unidade de saúde do país, facilitando o cuidado e dando mais segurança às informações. É uma conquista para a população e para os profissionais de saúde”, ressaltou Jordani.
Na prática, o novo cartão possibilitará acesso facilitado a serviços como:
Carteira Nacional de Vacinação Digital (Conecte SUS);
Programa Farmácia Popular;
Prontuários eletrônicos e registros de atendimento em todo o país.
Além disso, o CPF permitirá o acompanhamento do histórico de vacinação e dos medicamentos recebidos pela população por meio do aplicativo Meu SUS Digital.
Segundo o Ministério da Saúde, a integração permitirá que diferentes áreas do atendimento público, saúde, educação, assistência social, trabalho e etc. conversem entre si, num processo chamado de interoperabilidade. Essa troca de informações cria uma visão completa de cada cidadão e fortalece a construção de um governo digital mais seguro, confiável e inclusivo.
Mesmo com a mudança, ninguém ficará sem acesso ao sistema. Para os casos em que o CPF não puder ser utilizado, será gerado um cadastro temporário, válido por até um ano, para garantir que o atendimento seja realizado normalmente.
Entre os ganhos imediatos para os cidadãos estão, o acesso facilitado aos serviços de saúde, sem necessidade de múltiplos cadastros; redução de erros e inconsistências cadastrais e integração entre sistemas, permitindo uma visão completa da jornada do paciente.
O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira, 16, que o Cartão SUS, utilizado para atendimentos no Sistema único de Saúde, será numerado pelo CPF dos pacientes. A pasta também anunciou a suspensão de 54 milhões de cadastros sem CPF de sua base de dados. A expectativa é de que, até abril do ano que vem, 111 milhões de cadastros sejam inativados.
A medida, segundo o ministro Alexandre Padilha, vai facilitar a integração de diversas bases de dados e possibilitar maior acompanhamento dos pacientes. ‘Poder seguir uso de medicação, internação, atendimento ambulatorial, exames diagnósticos‘, disse Padilha. ‘Estamos dando um grande passo para combater qualquer tipo de desperdício no SUS.‘
E quem não tem CPF?
Segundo Padilha, a falta de CPF não será impeditivo para atendimento no SUS. Nesses casos, será gerado um número provisório que será inativado um ano depois. ‘Quem não tem CPF não vai estar para trás‘, disse o ministro, mencionando também os estrangeiros.
‘O SUS atende e acolhe estrangeiros, não taxa ninguém, não faz retaliação nenhuma. Se não tiver CPF, vai ser atendido, vai ter um número provisório no cadastro‘, afirmou Padilha, fazendo referência às sanções impostas ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Cadastros cancelados
De acordo com a pasta, no início do processo de reestruturação do Cartão SUS, foram identificados 340 milhões de cadastros. Conforme o ministro, muitas pessoas tinham múltiplos registros no sistema. ‘O que justifica ter um número de registros maior é que, mesmo sem CPF, o paciente pode ser atendido e naquele momento ser gerado um novo cartão‘, afirmou Paula Xavier, diretora do Departamento de Informação e Informática do SUS (DATASUS).
Além do Cartão SUS, o Ministério da Saúde pretende adotar a identificação por CPF em outros sistemas, como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e o Prontuário Eletrônico da Atenção Primária.
Fonte: Redação/Assessoria | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
