Coleta seletiva de lixo deve ser obrigatória em órgãos públicos de Mato Grosso

Embalagens de alimentos, frascos de produtos de limpeza, equipamentos eletrônicos em desuso e uma montanha de papel picado. São inúmeros os itens descartados diariamente após uma longa jornada de trabalho.
A maior parte desses resíduos são descartados aleatoriamente, ou seja, sem qualquer processo de seleção e tendo como destino certo os aterros sanitários espalhados pelo estado. Isso quando não são, criminosamente, dispersados em terrenos baldios, às margens de estradas vicinais, lagos ou em rios.
Objetivando reduzir a conduta nociva ao meio ambiente, os deputados estaduais aprovaram na sessão ordinária desta quarta-feira (19), em segunda votação, o Projeto de Lei 541/2019 que dispõe da obrigatoriedade de implantação de coleta seletiva de materiais recicláveis em órgãos públicos do Estado de Mato Grosso.
Pela proposta, os resíduos deverão ser acondicionados em lixeiras com dores diversificadas e em locais de fácil acesso e visualização. Ao serem coletados, os materiais reciclados devem ser destinados para entidades sociais de catadores, associações e cooperativas devidamente regularizadas junto ao cadastro nacional de pessoa jurídica.
Autor do projeto de lei, o deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC) acredita que a coleta seletiva em edifícios do poder público pode reduzir consideravelmente a extração de matéria prima, além de fomentar empresas e entidades que atuam no ramo da reciclagem.
“O estado campeão em produção agrícola também precisa ser um exemplo de sustentabilidade. Já fazemos isso nas propriedades rurais agora chegou a vez do setor público dar sua parcela de contribuição para com o meio ambiente”, afirmou Dal Molin.
O projeto segue para sansão do governador Mauro Mendes (DEM) e deve contribuir para que o Estado alcance as metas estipuladas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – criada pela Lei Federal 12.305/2010.
Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação/Assessoria | Foto: Ilustrativa/Divulgação
