Com déficit de 3,9 mil vagas, MT tem cinco unidades prisionais desativadas

Com um déficit de mais de 3,9 mil vagas para presos, Mato Grosso tem atualmente com cinco unidades prisionais interditadas. De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Mato Grosso tem 65 cadeias e penitenciárias. Dessas, cinco estão interditadas.

 

Ao todo em Mato Grosso, há 6.432 mil vagas para uma população carcerária de 10.334 presos, um índice de superlotação de 60,7%.

 

Segundo a secretaria, as unidades desativadas são: Penitenciária de Água Boa, Cadeia Pública de Guiratinga, Cadeia Pública de Poxoréu, Cadeia Pública de Vila Rica e Cadeia Pública de Juscimeira. A Sejudh não detalhou os motivos de cada unidade estar desativada, porém, algumas delas foram fechadas por falta de estrutura, como no caso de Vila Rica e Juscimeira.

 

Conforme o Governo, não existem datas para a reativação de nenhuma das cinco unidades que estão fechadas. No entanto, a Penitenciária deÁgua Boa passou por adequações, porém, ainda não foram concluídas.

 

A secretaria ainda disse que realiza um estudo de viabilidade para reforma ou readequação de aproveitamento das cadeias públicas.

 

Unidades desativadas
A cadeia pública da cidade de Juscimeira, a 164 km de Cuiabá, foi fechada temporariamente no último dia 24 de junho por problemas na estrutura do prédio da unidade. O local construído nos anos 80 passa atualmente problemas na rede elétrica e hidráulica. Conforme a Sejudh, 21 presos foram transferidos para a Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa (Mata Grande) em Rondonópolis, a 218 km da capital.

 

Outra unidade interditada é a Cadeia Pública de Vila Rica, a 1.276 km deCuiabá. Em 2013 a Justiça havia determinado a interdição da unidade por falta de segurança e estrutura precária. A cadeia pública não contava com muro de contenção e nem fossa séptica.

 

Nesta segunda-feira (29) o Governo de Mato Grosso anunciou a reforma e reativação da Cadeia Pública de Vila Rica. De acordo com a Sejudh, R$ 1,5 milhão devem ser investidos na unidade prisional. A cadeia deve passar por reparos e construção do muro no entorno. Porém, ainda não há uma data estimada para o início da reforma.

Autor: Denise Soares | Fonte: Redação / G1 MT | Foto: Rafael Trindade | Cidade: MT