Convênio mantido por prefeitura, garante atendimento para dependentes químicos em Nova Ubiratã

Somente quem convive diariamente com um dependente químico sabe das dificuldades enfrentadas por amigos e familiares desses pacientes.
Embora nem todos saibam, a dependência química é definida – pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – como um transtorno mental, uma doença crônica e progressiva, ou seja, que se agrava com o passar do tempo. Não bastasse isso, ela gera outras doenças que, se não tratadas corretamente, podem levar a morte.
Atenta a essa triste realidade, a Prefeitura de Nova Ubiratã, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, desenvolve um projeto pioneiro que proporciona, além de tratamento de desintoxicação, o resgate da dignidade e a reinserção social de pessoas afetados pela doença.
Os tratamentos são mantidos graças a um convênio firmado com o Centro Terapêutico Projeto Nova Vida, entidade sem fins lucrativos e criada, em 2018, pela Igreja Assembleia de Deus Belém.
Localizada na divisa dos municípios de Nova Ubiratã e Sorriso, a entidade é mantida com doações de voluntários, empresas e órgãos públicos, entre eles a Prefeitura de Nova Ubiratã que destina mensalmente R$ 2 mil como ajuda de custo.
“A cada ano o alcoolismo e a dependência química afetam um número maior de pessoas e nós, como Poder Público, não poderíamos 'fechar os olhos' para esse problema. Ao contrário, fomos à busca de soluções que vieram através das parcerias institucionalizadas”, revelou o secretário municipal de Saúde, Silvio André Stolfo.
Além de recursos financeiros, a Administração Municipal também viabilizou, através das secretarias municipais de Saúde, Assistência Social, Agricultura e Obras, Infraestrutura e Transportes, a construção de dois tanques para a produção de peixes.
“O tratamento leva em torno de nove meses. Neste intervalo é importante que os pacientes mantenham o corpo e a mente ocupada. Não tenho dúvidas que a construção desses tanques contribuirá efetivamente com as demais atividades oferecidas pelo centro”, assinala Stolfo.
Segundo o diretor executivo do Centro Terapêutico Nova Vida, Silvio Coleta de Almeida, desde que foi inaugurado o espaço já atendeu cerca de 38 pessoas.
“Eles chegam aqui numa situação lastimável, desnutridos, abalados psicologicamente e alguns com problemas graves de saúde em decorrência do uso frequente de drogas”, explica.
Logo após serem acomodados em alojamentos, os alunos – como são chamados pelos monitores – iniciam o tratamento que intercala atividades religiosas, esportivas e culturais ao trabalho no campo.
Atualmente o espaço abriga sete homens, sendo três deles moradores de Nova Ubiratã, incluindo um deficiente físico. As atividades são desenvolvidas por monitores remunerados e profissionais ligados a área da saúde que atuam voluntariamente.
“Estamos passando por obras de ampliação. Assim que concluirmos a construção do segundo alojamento teremos capacidade para atender 16 pessoas. No entanto, para que esse projeto sai do papel precisamos do apoio da sociedade”, assinala.
Segundo o diretor, a mão de obra para execução do projeto já foi doada por empresários, mas ainda faltam materiais de construção como tijolos, fios elétricos, vergalhões, azulejos, tinta, entre outros.
“Gostaria de aproveitar a oportunidade e convidar a sociedade para conhecer e contribuir com o projeto. Quanto mais colaboradores reunirmos, maior será o número de pessoas ajudadas”, diz.
As visitas ao Centro Terapêutico Projeto Nova Vida, podem ser agendadas através do telefone (66) 9 9616 8888.
Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação/Assessoria | Foto: Divulgação
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