Cova para enterrar bebê foi cavada com antecedência por comparsas, diz delegado

Odelegado Deuel Paixão Santana, que conduz inquérito do caso da recém-nascida da etnia Trumai enterrada viva em Canarana (a 837 km de Cuiabá), investiga a participação de outros indígenas e premeditação do crime, além da bisavó e da avó. "As evidências são grandes", assegura. Ele já concluiu a primeira fase do inquérito e segue em busca de identificar envolvidos no caso chocante.
De acordo com o delegado, um dos indícios de premeditação é o fato da avó da criança, Tapoalu Kamayura, 33 anos, morar em Canarana e na aldeia e ter vindo à cidade somente no nono mês de gravidez. "Ela veio nos últimos meses de gravidez e ficou na casa. Já veio com o intuito de cometer a prática criminosa", afirma.
Outro indício apontado pelo delegado é o de que a vala, onde a bebê foi enterrada, teria sido aberta com antecedência e com ajuda de terceiros.
Leia também: Recém-nascida é resgatada após ser enterrada viva em cidade de Mato Grosso
Autor: Francis Amorim | Fonte: Redação / RD News | Foto: Reprodução
