Criança de 1,5 ano está perdendo a visão e chora com medo por não poder ver a mãe; rede pública só enrola

Mais um drama familiar mostra bem o que é o sistema público de saúde do Brasil. O caso é em Goiás, na cidade de Rio Verde. O pequeno Daniel Lemes Carvalho, de 1 ano e 5 meses, vem lutando há quatro meses para fazer uma cirurgia que pode evitar que fique cego. Diagnosticado com glaucoma congênito, o menino precisa ser operado urgente. O pai, Luis César Carvalho Oliveira peregrina em busca de ajuda, mas no poder público, é sempre a mesma ladainha.
Segundo um site de Goiás, que produziu a primeira reportagem sobre o caso e que foi reproduzida , os pais procuraram a Secretaria Municipal de Saúde em Rio Verde e Daniel chegou a fazer exames pré-cirúrgicos, mas a cirurgia não foi marcada. “Eles falam que eu tenho que aguardar uma ligação de Goiânia, até hoje esperando e nada. Eu não tenho condição de pagar R$ 10 mil [na rede particular]”, lamentou o pai ao site. Dezenas de pessoas interessadas em ajudar procuraram a redação para manter contato com os pais do menino.
A imprensa, sensibilizado, foi atrás da família e conseguiu encontrar o pai da criança. Ele autorizou o site a divulgar seu telefone celular para quem quiser ajudar no caso. Com a visão já comprometida em parte, o menino fica inseguro e passa a maior parte do tempo no colo da mãe, a dona de casa Shawanda Pereira. Ela conta que o menino, quando não está no colo, acaba caindo e se machucando. Para falar com o senhor Luiz basta ligar: (0 operadora 64) 9272-5679.
A Secretaria de Saúde de Rio Verde informou que o caso de Daniel foi encaminhado para Goiânia, já que não há especialista na cidade. Fato curioso é que, em contato com a secretaria, nossa equipe não conseguiu saber, sequer, o endereço da família, nem o telefone de contato. Segundo a Secretaria de Saúde de Goiânia, responsável pela Central de Regulação de Vagas, informou que ainda não recebeu o pedido do órgão de Rio Verde e que aguarda o documento para liberar a cirurgia.
DOENÇA
Glaucoma congênito é raro e, quando aparece, é sempre na fase prematura, provocando uma lesão no nervo óptico. Os sintomas são olhos lacrimejantes, intolerância à claridade, perda do brilho da região da íris, que passa a ter uma coloração mais azulada e opaca e o aumento do globo ocular.
Daniel Carvalho, segundo o pai, só enxerga coisas muito próximas aos olhos. Segundo a mãe o menino chora constantemente porque não a consegue ver. “Eu estou conversando com ele e ele fica chorando, falo: ‘Daniel, mamãe esta aqui’. Mas ele continua chorando porque ele não consegue me ver direito”, diz.
Fonte: Redação / Repórter MT | Foto: Reprodução | Cidade: Goiás
