Dal Molin confirma participação em ato pró-democracia: “Estão rasgando nossa Constituição”

O deputado Xuxu Dal Molin (PSC) será um dos representantes da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) no ato pró-democracia previsto para esta terça-feira (7), na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

 

O parlamentar confirmou sua participação, ontem (31), durante entrevista concedida ao programa “Café da Manhã com Radamés" da TV Cidade Verde de Cuiabá.

 

No matinal transmitido para 105 municípios mato-grossenses e parte do estado de Rondônia, Dal Molin demonstrou insatisfação com as decisões divergentes de membros do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

“A sociedade chegou ao limite e isso graças a conduta arbitrária de alguns membros da Suprema Corte. Não podemos aceitar inertes que princípios constitucionais como o direito de ir e vir, direito de propriedade, o direito de culto entre tantos outros, sejam violados sob alegação de estarmos numa pandemia”, pondera o deputado ao citar que cláusulas pétreas só podem ser alteradas mediante a edição de uma nova Constituição.

 

“Em tese, o STF exerce a importante função de guardião da Constituição, mas na prática não é isso o que estamos testemunhando. O Brasil se transformou no país da impunidade onde pessoas de bem são presas enquanto que agentes políticos corruptos são colocados em liberdade. Eles [Ministros] estão rasgando nossa Constituição”, assevera.

 

Ao ser questionado se o ato pró-democracia seria um sinal de apoio ao presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), Dal Molin foi enfático ao afirmar que “o movimento busca resgatar o direito de liberdade de expressão, a democracia, bem como os valores e princípios cristãos”.

 

“Estamos buscando o reestabelecimento de princípios, cujo os direitos foram retirados de nós. Depois disso, quem estiver a frente do nosso país poderá fazer muita coisa boa em prol da sociedade ordeira. Esse é o primeiro governo do país que não se envolve em escândalos de corrupção. E isso não é milagre nem sorte, é vergonha na cara e respeito ao contribuinte (…) isso acaba incomodando todo o sistema”, avalia.

 

Outro ponto abordado durante a entrevista, foi a necessidade de redução de impostos que incidem sobre o valor dos combustíveis, gás de cozinha, energia elétrica, entre outros, além da autonomia econômica de pessoas em situação de vulnerabilidade social, a exemplo dos povos indígenas.

 

Ao citar o volume de terras sob domínio dos povos indígenas, Dal Molin defendeu a expansão de políticas públicas que promovam a autossuficiência e a soberania das tribos.

 

“Apesar de viverem em solos férteis, essas pessoas passam fome por não ter o direito de explorar suas terras de forma sustentável. O presidente Bolsonaro e o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Augusto Xavier da Silva, estão tendo coragem para mudar essa triste realidade”, disse ao fazer menção a entrega de 42 maquinários e implementos agrícolas para diferentes etnias do estado.

 

Na ocasião, ambos foram homenageados com a entrega de Moção de Aplausos concedida pela ALMT em reconhecimento aos esforços em prol dos povos indígenas de Mato Grosso.

 

"O Brasil possuí a maior reserva florestal do mundo e, portanto, capacidade tecnológica para assumir a vanguarda no processo de manejo ecologicamente correto", assinala Xuxu Dal Molin.

 

Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação | Foto: Divulgação