Democratas traçam metas para 2018 e cogitam possibilidade de compor Staff do governo Taques

A reeleição da prefeita Lucimar Campos no município de Várzea Grande, segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso, com 76% dos votos válidos, tornou o DEMOCRATAS o grande vitorioso das eleições municipais em 2016. Essa avaliação norteou as discussões da Executiva Regional do partido, realizada na manhã desta segunda-feira (28), em Cuiabá. O presidente da legenda, deputado estadual Dilmar Dal’ Bosco liderou os debates ao lado do seu vice, ex-senador Jayme Campos, e do presidente de Honra, Júlio Campos.
Entre os assuntos em pauta estavam as gestões municipais conquistadas nas eleições deste ano, com destaque especial para Várzea Grande. De acordo com os dirigentes, apesar de o partido ter reduzido o número cidades, passando de 11 nas eleições de 2012, para 8 em 2016, houve um crescimento significativo no número de eleitores, graças a conquista de Lucimar Campos, que obteve 95.634 votos. Na totalização a legenda recebeu 236.539 votos, ficando atrás apenas do PMDB com 636.369 e do PSDB com 392.137.
“O DEMOCRATAS surpreendeu nas urnas, os números são indiscutíveis. Mesmo estando há tantos anos longe do Governo Estadual nos mantivemos entre as três maiores forças políticas de Mato Grosso, à frente de partidos emergentes como PSD e PSB. Precisamos ser respeitados como a força politica que somos e ocuparmos os espaços destinados aos grandes partidos”, cobrou o ex-deputado federal Júlio Campos.
Passados as eleições municipais a legenda se organiza para o pleito de 2018, e já conta com alguns nomes de peso para a disputa estadual, como o do médico Túlio Casado, da cidade de São José dos Quatro Marcos, o advogado Cândido Teles em Barra do Garças, o prefeito Walmir Moretto de Nova Lacerda, o vereador Ari Zandoná em Água Boa, o empresário Israel Borges em Rondonópolis, além da reeleição do deputado Dilmar Dal’ Bosco. Esse quadro, seria puxado pela candidatura de Jayme Campos ao senado.
“Em 2014 tivemos muita dificuldade em coligar, ninguém queria se aliar a um partido com apenas dois candidatos com chances reais de se eleger, eu e o companheiro Júlio Neto, felizmente saí como o mais votado em meu grupo. Em 2018 será completamente diferente, com ou sem coligação proporcional, teremos um ótimo quadro de candidatos e vamos trabalhar por três cadeiras na Assembleia Legislativa. Quanto a eleição ao senado temos apenas uma certeza: se Jayme aceitar esse desafio uma cadeira certamente terá seu nome”, vislumbrou Dilmar.
A possível indicação de uma secretaria de estado para o DEM também foi abordada. A executiva estadual foi uníssona em afirmar que a escolha dos gestores é de ordem exclusiva do governador Pedro Taques e que a participação do partido na administração independe de cargos, ao mesmo tempo em que avaliou que a legenda possuí pessoas preparadas para compor o staff, caso haja convite do Paiaguás. Os membros do partido não se manifestaram quanto ao cargo de liderança ocupado por Dal’ Bosco, afirmando que essa é uma escolha pessoal do parlamentar.
“O Dilmar é um homem trabalhador, conciliador e tem o perfil do líder do governo, um cargo que independe de questões partidárias. Quanto a ocupar uma secretaria eu tenho certeza de que temos homens bem preparados para fazê-lo, homens que contribuíram com o meu governo, nos quais tenho plena confiança, mas não vamos colocar uma faca no pescoço do Pedro Taques. Quando fizemos a coligação em 2014 não condicionamos nosso apoio a nenhum cargo político”, afirmou ex-senador Jayme Campos.
Os dirigentes ressaltaram ainda, o bom momento em que o partido vive em nível nacional com a eleição de Rodrigo Maia (DEM/RJ) para a presidência na Câmara Federal, com o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), relator do projeto anticorrupção, além do destaque alcançado pelo senador Ronaldo Caiado (DEM/GO) na defesa do agronegócio, que já o colocou na lista dos presidenciais.
“O DEM está renascendo no Brasil com o deputado federal Rodrigo Maia que ocupa a presidência da Câmara e, por que não dizer, é o atual vice-presidente da República, já que é ele quem assume na ausência do Michel Temer. Conquistamos ainda a reeleição na terceira capital mais populosa do Brasil com ACM Neto. Em Mato Grosso precisamos lutar pelo senado, seja com Jayme ou qualquer outra nova liderança que venha para o nosso partido,já iniciamos o diálogo e vem muita coisa boa por aí”, revelou Júlio Campos.
Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Divulgação | Cidade: MT
