Deputado de MT quer porte de arma para atiradores esportivos: “Dá mais segurança”

Projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) pretende reconhecer "o risco da atividade e a efetiva necessidade do porte de arma de fogo ao atirador esportivo".
Autor da proposta, o deputado Elizeu Nascimento (PL) defende que o porte de armas para a categoria representa "mais segurança" aos praticantes da modalidade.
"Acredito que possa reduzir a questão de roubo a esses tipos de pessoas. Quando a pessoa sabe que a pessoa é colecionador ou atirador, acaba sendo uma presa fácil para a bandidagem fazer roubo e levar as armas para cometer outros crimes", defendeu o deputado.
Questionado se o aumento da circulação de armas pode provocar aumento de crimes em situações de ânimos exaltados, Elizeu minimizou a preocupação. Segundo ele, a simples autorização para posse de arma, no caso dos praticantes de tiro, não deverá ser suficiente para a autorização do porte.
"É preciso levar tudo em consideração: o psicológico da pessoa, a atividade profissional, sua vida pública e também a questão judicial, comportamento. Será algo que realmente tenha todas essas exigências para não sair colocando armas nas mãos de pessoas erradas", disse o parlamentar.
Apesar do apontamento do deputado, o projeto de lei utiliza como base, além da lei do Estatuto do Desarmamento, os decretos do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o tema.
As edições de Bolsonaro possibilitaram, por exemplo, a substituição do laudo de capacidade técnica, que era exigido por lei para colecionadores, atiradores e caçadores (CACs), por um atestado de habitualidade que pode ser emitido pelos próprios clubes de tiro.
Outra mudança permitida por Bolsonaro foi que, enquanto antes os CACs eram obrigados a comprovar aptidão psicológica, por meio de laudo fornecido por psicólogos cadastrados pela Polícia Federal, agora, qualquer profissional com registro no Conselho Regional de Psicologia pode dar o laudo.
Os detalhes sobre a regulamentação da lei, porém, não constam no projeto, que ainda vai ser analisado pela comissão de mérito. Só depois o texto deverá ser colocado para votação no plenário. (Veja a íntegra do projeto aqui).
Um dos deputados que já se manifestaram favoráveis ao tema foi o delegado Claudinei (União Brasil). Segundo ele, a categoria de atiradores esportivos tem solicitado apoio para a aprovação da proposta.
Um desses praticantes de tiro esportivo, o engenheiro agrônomo Márcio Locatelli também ressaltou que a intenção é gerar mais segurança ao atleta.
“Hoje, o atirador esportivo tem a guarda de vários armamentos. Ele tem o deslocamento e toda a dinâmica para dar a segurança em seu acervo e patrimônio. Eu não abro mão do porte de arma. Não podemos ser surpreendidos ao nos depararmos com um ladrão. Ninguém quer portar uma arma para cometer um crime, mas sim para se proteger. É muito oneroso adquirir uma arma de fogo”, disse.
Autor: Camilla Zeni | Fonte: Redação/Repórter MT | Foto: Gilson Mello/A Crítica
