Deputado estadual chama Silval de “ladrão” e é expulso de CPI

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e o deputado estadual Peri Taborelli (PSC) bateram boca agora há pouco, durante depoimento do ex-chefe do Executivo à CPI das Obras da Copa do Mundo, na Assembleia Legislativa.

 

Isso porque Silval se irritou com as declarações de Taborelli, que criticou o ex-governador por conta das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e da forma como deixou o Governo do Estado.

 

O deputado ressaltou os processos respondidos por Silval na Justiça e afirmou que ele comandou "uma quadrilha de criminosos no Estado. Aí vem aqui e fica pregando que tudo ocorreu as mil maravilhas", disse.

 

Silval pediu para que o presidente da CPI, deputado Oscar Bezerra (PSB), intervisse nas falas do deputado, que estariam, segundo ele, 'ultrapassando os limites da comissão'. O parlamentar chamou, então, Silval de "ladrão". Bezerra, em seguida, cancelou o direito de Taborelli participar da sessão.

 

Irritado, o deputado bateu na mesa e afirmou que Bezerra estaria "protegendo Silval". Ele se retirou do local aos gritos.

 

“O senhor foi convidado para participar desta CPI, no entanto, não o fez, porque só servia a presidência. Aqui não existe proteção a ninguém e está cancelada a sua participação. Boa viagem”, disse Oscar durante a discussão.

 

O depoimento

O ex-governador foi escoltado do Centro de Custódia da Capital para a Assembleia Legislativa, onde presta esclarecimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa. A ida do político para a Casa foi autorizada pela juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital.

 

Silval está preso desde o mês de setembro do ano passado por conta da Operação Sodoma. Na Assembleia Legislativa, o ex-governador está acompanhado pelos seus advogados Valber Melo e Ulisses Rabaneda.

 

Antes de começar a ser questionado sobre as obras da Copa do Mundo e a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande, o advogado Valber Melo pediu questão de ordem, requerendo que o ex-governador seja dispensado do compromisso de dizer a verdade.

 

O pedido formulado pela defesa de Silval foi acatada pelos parlamentares que compõem a CPI. Silval reclamou que os deputados estaduais o tratam como “investigado”, da mesma forma que na Justiça, onde é réu sobre a mesma questão.

O ex-governador Silval Barbosa começa a falar aos deputados membros da CPI das Obras da Copa.

 

O político rebateu as criticas feitas a sua gestão no andamento das obras relacionadas a Copa do Mundo de 2014.

 

Segundo Silval ele viu pessoas em depoimento à CPI “dizendo coisas que parece que o planejamento das obras da Copa, entre 2010 e 2014 foi um caos total”.

 

“Quero refutar isso. Esse foi o maior avanço em mobilidade urbana. Reconheço que coisas precisam se corrigidas, mas foi o maior avanço. A realização dos jogos em Cuiabá foi um sucesso”, afirmou. Silval também negou que tenha deixado o Estado em situações críticas. “Dentro das condições que tivemos, fizemos com grandeza. Parece que entregamos um Estado que é uma terra arrasada. Não é verdade”, declarou.

 

“Venho aqui na intenção de colaborar. Quero responder todos os questionamentos. Me tratam nessa casa como sendo investigado. Eu respondo inquérito na Justiça sobre esse assunto”, disse.

 

“Meu objetivo não é ficar em silêncio. Por isso queria que dispensasse esse item e eu colaboro com tudo que vocês disseram . Momento algum quero produzir provas contra mim no processo que tramita na justiça”, afirmou.

 

Autor: Douglas Trielli e Camila Ribeiro | Fonte: Redação/ Mídia News | Foto: Reprodução | Cidade: MT