Deputado federal mais votado, Nelson Barbudo critica Bezerra e diz que o ‘sarcófago o espera’

Deputados federais eleitos, Nelson Barbudo (PSL) e Carlos Bezerra (MDB) ainda não foram diplomados para assumir na Câmara Federal no mandato que começa em 2019 , mas já andam se estranhando. Barbudo criticou Bezerra, único parlamentar reeleito, pelo que classificou como desrespeito. Segundo ele, Bezerra já está “esclerosado” e o “sarcófago já o espera”, já que o deputado tem 76 anos de idade.
Em declarações recentes, Bezerra disse que a renovação na Câmara Federal não trará mudanças significativas, uma vez que os eleitos são inexperientes. Além disso, Bezerra os comparou ao caso "Cacareco", que ocorreu nos anos 50, quando os eleitores tinham que escrever o nome do candidato na cédula para votar e escreveram 'Cacareco', nome de um rinoceronte que viveu em um zoológico de São Paulo.
Para Barbudo, a comparação é um desrespeito, uma vez que Bezerra não sabe da história política dele. Morador da cidade de Alto Taquari (479 Km ao sul de Cuiabá), Barbudo foi vereador na cidade, mas era uma figura desconhecida do cenário político mato-grossense.
“O sarcófago já o espera. A pessoa que trata o colega como cacareco. Ele não me conhece, não sabe da minha história. Fiquei muito triste, muito decepcionado. Eu exijo pelo menos respeito. Porque meu pai me ensinou a respeitar o próximo”, disse Barbudo, durante entrevista no Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, nesta quarta-feira (17).
Ainda segundo Barbudo, o emedebista deve respeito também para a população de Mato Grosso. “Ele já está quase esclerosado, porque ele deveria respeitar mais o povo de Mato Grosso. Quando ele nos chama de cacareco, ele está deixando de ser educado com o povo. Se o povo escolheu, inclusive ele”, disse.
Apesar das criticas quanto à inexperiência, Barbudo não pretende recuar do seu projeto de liderar a bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional. Segundo ele, seus 126.249 votos obtidos e a proximidade com o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) o credenciam para a função.
“Para quem era pardal e virou águia, não custa sonhar. Eu sou próximo, amigo pessoal de Jair Bolsonaro. Evidentemente que não vou me digladiar, não sou uma pessoa ambiciosa. Mas eu tenho pretensão de lutar”, afirmou.
No Congresso, Bolsonaro afirmou que iria atuar com “garra” na defesa do Estado. “Um homem tem que ter sonhos. Se eu não sonhasse, eu não tinha colocado meu nome. Aliás, eu fui motivo de chacota por vários sites, inclusive. Mas agora vocês tem que me engolir”, encerrou.
Fonte: Redação/Gazeta Digital | Foto: Alair Ribeiro/Reprodução
