Deputado tem casa em Sinop vasculhada por agentes da Polícia Federal

Alvo da Polícia Federal na Operação Chapéu de Palha, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) teve sua casa em Sinop (477 Km de Cuiabá) vasculhada na manhã de quarta-feira (9) para realização de mandado de busca e apreensão.
O processo que apura fraudes em licitação e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos corre em segredo de justiça no Tribunal Regional Federal (TRF-1). Por envolver deputados estaduais, que possuem foro privilegiado, o conteúdo das investigações não foi revelado até o momento.
Em nota oficial, Dilmar afirma que não é réu. “Não é indiciado e nem tão pouco investigado, apenas, foi alvo de busca e apreensão de documentos em sua residência particular, na cidade de Sinop-MT, na tentativa de encontrar documentos que poderiam ligar o parlamentar com os acusados. Porém, nada fora encontrado que conclua tal ligação do Parlamentar aos envolvidos”, diz o documento.
Representado pelo advogado André Albuquerque, o deputado afirma que seu gabinete na Assembleia Legislativa não foi alvo da operação. O mandado de busca e a apreensão de documentos também não teria tomado seu celular particular.
“A defesa afirma que irá buscar informações junto ao Processo Judicial para saber quais foram as razões que levaram a tamanha exposição desnecessária para com o Parlamentar, além de outras medidas que entender serem necessárias”, completa a nota.
A operação
A Operação Chapéu de Palha teve como alvo os gabinetes de dois deputados estaduais de Mato Grosso: Romoaldo Júnior (MDB), Dilmar Dal Bosco (DEM) e Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD).
Romoaldo é suplente, e assumiu o mandato por cerca de dois meses quando a vice-presidente da Casa, Janaína Riva (MDB) tirou licença maternidade. Ela retornou ao cargo no final de outubro.
Fontes não oficiais afirmam que o ex-deputado estadual Mauro Savi teria tido sua residência vasculhada pelos policiais no início da manhã.
Foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em vários municípios de Mato Grosso (Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Alto Taquari, Itiquira, Juscimeira, Jaciara, São Pedro da Cipa, Dom Aquino, Alta Floresta) e Votuporanga/SP.
Ao todo, foram empregados mais de 130 policiais federais no cumprimento das ordens judiciais.
A Controladoria Geral da União (CGU) participou da fase preliminar de levantamento das informações.
Fonte: Redação/PNB Online | Foto: Reprodução
