Desaparecimento de telhas vira caso de policia e vereadores de Nova Ubiratã podem ser indiciados por furto e peculato

O desaparecimento de algumas dezenas de telhas de zinco, de propriedade da Câmara de Vereadores de Nova, Ubiratã virou alvo de uma investigação da Policia Judiciária Civil do município.

 

Conforme apurado pela reportagem, o trabalho investigativo, conduzido pelo Delegado Pablo Borges, teve inicio depois que a policia recebeu uma denuncia anônima informando sobre o possível crime, que teria sido praticado pelo atual e o ex-presidente da câmara de vereadores, José Afonso Canola e Claudir Rizzo, respectivamente. Ambos compõe a bancada de oposição do prefeito do município, Valdenir José dos Santos.

 

Segundo a denuncia, os parlamentares aproveitaram uma reforma feita no prédio para furtar o material e repassar ao cunhado de um dos envolvidos, este morador do Assentamento Cedro Rosa, localizado a cerca de 15 km do centro da cidade.

 

“O telhado tinha algumas infiltrações e ao invés de arrumar eles [vereadores] decidiram trocar toda a estrutura, nesse meio tempo todo o material que foi retirado desapareceu”, relatou um servidor do legislativo, que por medo de represálias pediu para não ter o nome citado.

 

Após tomar conhecimento do fato a policia iniciou diligências e conseguiu localizar, no referido sítio, todos os produtos que haviam sido furtados. Segundo uma fonte policial, três pessoas já foram ouvidas, entre elas o dono de um caminhão de frete que transportou os produtos, e o cunhado do vereador.

 

Este por sua vez alegou que trocou os mateirais com o parlamentar por serviços, o que além de furto caracterizou o crime de peculato, que é quando um servidor público utiliza do cargo para se apropriar de bens em proveito próprio ou alheio.

 

A reportagem do site ubirata24horas entrou em contato com o delegado titular do município que confirmou a denuncia. “Nós estamos com vários procedimentos em andamento no município, mas até a conclusão do inquérito policial eu não vou me manifestar para não atrapalhar as investigações”, afirmou Pablo Borges.

 

Outro lado 

Por telefone o Presidente da Câmara, José Afonso Canola, negou veementemente a doação dos materiais. Ele ainda se mostrou surpreso com a repercussão do assunto.

 

“Esse telhado foi dado baixa do patrimônio como produto inservível e destinado ao lixo. Infelizmente essa pessoa foi lá e recolheu o material sem o meu conhecimento. Eu estava de viagem e quando retornei fui comunicado que o cunhado do Claudir tinha retirado o material”, argumentou. o parlamentar que entrou em contradição ao explicar a denuncia. “O que eu tinha pra falar eu já disse pra policia, comuniquei o meu advogado e ele está cuidando do assunto”, disse aparentando nervosismo.  

 

Por sua vez, Claudir Rizzo desmentiu a versão apresentada pelo colega de parlamento e afirmou que o material foi sim doado pelo Presidente da Câmara. Ele ainda afirmou ser vitima de perseguição política.

 

“Eu não tenho nada a ver com essa história, eu não sou presidente, eu não troquei telhado, eu não dei telhado pra ninguém, eu não sei por que estão colocando meu nome nisso, se o presidente deu tem que perguntar pra ele”, respondeu.

 

“Na verdade o Canola doou essa telha no dia que eu fiz um almoço no sítio para os amigos, ele esteve nesse almoço e viu meu cunhado tirando leite na chuva e ofereceu as telhas pra ele. Esse material não serve pra nada. Isso é coisa política porque eu estou muito bem nas pesquisas para a reeleição”, finalizou.

 

Vale ressaltar que ambos os parlamentares citados estão envolvidos em vários escândalos políticos, e até criminosos como estelionato, ameaça de morte, difamação e agora furto.

 

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Fonte: Redação | Foto: Reprodução