Desemprego recua em MT e estado tem o segundo melhor resultado do país

Depois da crescente enfrentada em 2019 e 2020, Mato Grosso segue, pelo terceiro semestre consecutivo, registrando recuo na taxa de desemprego em 2021. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada ontem terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Conforme a pesquisa, Mato Grosso faz parte do grupo dos 20 estados brasileiros que registraram resultados positivos. Na comparação entre o segundo e o terceiro trimestres de 2021, a taxa de desocupação da população passou de 9,1% para 6,6%. O número é bastante inferior à média nacional, que, nesses mesmos trimestres, registrou 14,2% e 12,4%, respectivamente. 

 

Com o resultado, Mato Grosso se manteve entre as unidades federativas com as menores taxas de desocupação do país, ao lado dos estados de Santa Catarina (5,3%), Mato Grosso do Sul (7,6%), Rondônia (7,8%) e Paraná (8,0%). Na outra ponta, os estados que registraram os maiores índices de desemprego foram Pernambuco (19,3%), Bahia (18,7%), Amapá (17,5%), Alagoas (17,1%) e Sergipe (17,0%). 

 

Nacionalmente, o número de pessoas em busca de emprego no país caiu para 13,5 milhões (-9,3%) no terceiro trimestre do ano. Já os ocupados chegaram a 93,0 milhões, com crescimento de 4,0%. Com o crescimento no número de ocupados, o nível da ocupação, percentual de pessoas em idade de trabalhar que estão no mercado de trabalho, chegou a 54,1%. No trimestre passado, esse percentual foi de 52,1%.

 

“No terceiro trimestre, houve um processo significativo de crescimento da ocupação, permitindo, inclusive, a redução da população desocupada, que busca trabalho, como também da própria população que estava fora da força de trabalho”, diz a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

 

Beringuy destaca que a informalidade responde por 54% do crescimento da ocupação. Entre as categorias de emprego que mais cresceram frente ao trimestre anterior estão os empregados do setor privado sem carteira assinada (10,2%), que somaram 11,7 milhões de pessoas. No mesmo período, o número de trabalhadores domésticos chegou a 5,4 milhões, aumento de 9,2%, o maior desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Se considerados apenas os trabalhadores sem carteira, houve aumento de 10,8%, o que representa 396 mil pessoas a mais.

 

“É um processo de recuperação que já vinha ocorrendo a partir de junho. A categoria dos empregados domésticos foi a mais afetada na ocupação no ano passado e, nos últimos meses, há uma expansão importante. Embora haja essa recuperação nos últimos trimestres da pesquisa, o contingente atual desses trabalhadores é inferior ao período pré-pandemia”, afirma. No primeiro trimestre do ano passado, 6,0 milhões de pessoas eram trabalhadores domésticos.

 

 

 

Autor: Safira Campos | Fonte: Redação/PNB Online | Foto: Agência Brasil