Dilmar Dal Bosco e Pedro Satélite têm bens bloqueados por envolvimento em esquema de corrupção

O juiz Bruno D’ Oliveira Marques determinou a indisponibilidade de bens do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), do ex-deputado Pedro Satélite e do filho dele Andrigo Gaspar Wiergert. A decisão é em ação civil pública por improbidade administrativa resultado da operação Rota Final que, segundo o Ministério Público, tem como foco uma organização criminosa que se articulava para fraudar a licitação do transporte público intermunicipal de Mato Grosso.
A decisão é do dia 28 de junho. O magistrado determinou o bloqueio de R$ 1.036.955,20 de Dilmar Dal Bosco e R$ 2.037.443,38 a Satélite e seu filho. O dinheiro é relativo ao enriquecimento ilícito dos réus proveniente de esquemas para atrasar licitação no sistema de transporte rodoviário no estado.
“Assim, diante dos elementos de provas trazidos nessa quadra inaugural, entendo que, em relação aos requeridos Pedro Inácio Wierget, Dilmar Dal Bosco e Andrigo Gaspar Wiergert, os indícios possíveis de se aferir a individualização do suposto proveito econômico ilícito autorizam o deferimento da cautelar de indisponibilidade de bens”, considerou o juiz.
O Ministério Público, autor da ação, também pediu o bloqueio de bens das empresas e empresários Eder Pinheiro, Júlio César Sales, Max Willian, José Eduardo Pena, Daniel P. Machado Júnior, Paulo Humberto Naves, Edson Cabrera, Francisco Feitosa e Luis Gustavo Lima Vasconcelos, Verde Transportes, Viação Xavante, Andorinha e Viação Motta, que também estariam envolvidos no esquema, mas foi indeferido.
Conforme a decisão, o deputado estadual ofereceu ao juízo como garantia um imóvel avaliado em 7.835.000,00 (sete milhões e oitocentos e trinta e cinco mil reais), localizado na cidade de Campos de Júlio.
Já em relação ao ex-deputado e seu filho foi determinado o bloqueio, por meio de sistema dos valores encontrados nas contas bancárias e aplicações financeiras, até o montante do valor de R$ 2.037.443, 38 (dois milhões, trinta e sete mil, quatrocentos e quarenta e três reais e trinta e oito centavos).
"Por consequência da medida de constrição, determino que os requeridos Pedro Inácio Wiergert, Dilmar Dal Bosco e Andrigo Gaspar Wiergert, se abstenham de praticar quaisquer atos que impliquem alienação parcial ou total de seu patrimônio", acrescentou o magistrado.
Rota final
Deflagrada em 14 de maio, a 3ª fase da operação teve como objetivo recolher provas sobre o esquema que tentou barrar e fraudar licitações no sistema de transporte intermunicipal. Entre os envolvidos está o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) e o ex-deputado Pedro Satélite. Na época, as empresas de transporte queriam barrar uma nova licitação, para continuar a oferecer um serviço caro e precário.
Fonte: Redação/Capital Notícia | Foto: Divulgação
