Do Egito para brilhar nas águas de Mato Grosso: sabia que a tilápia é exótica?

Presente nos pratos e criadouros de todo o Brasil, a tilápia é hoje a espécie mais popular da aquicultura nacional. O que muitos não sabem, no entanto, é que esse peixe tem origem no continente africano, mais precisamente no Rio Nilo, no Egito.

 

A tilápia foi introduzida no Brasil ainda no século XX, com o objetivo de impulsionar a criação comercial de peixes em água doce.

 

De acordo com o biólogo Helder Freitas, a tilápia é considerada uma espécie exótica. “O conceito de exótico em ecologia se refere a animais que não são naturais daquele bioma ou território de um país. E a tilápia, por ter vindo do rio Nilo, não é nativa do Brasil”, explica.

 

Apesar disso, essa espécie se espalhou com rapidez, especialmente em regiões como Mato Grosso, onde as condições climáticas favorecem sua criação.

 

Origem exótica

A tilápia é uma espécie originária do rio Nilo, no Egito, e foi introduzida em diversos países, inclusive no Brasil, para fins comerciais.

 

Alta adaptação

Ela se adapta facilmente a diferentes climas e altitudes, o que favorece sua criação em quase todo o território brasileiro.

 

Líder em criação

É a espécie mais cultivada no Brasil devido ao seu rápido crescimento, fácil manejo e ampla aceitação no mercado.

 

Impacto ambiental

Por ser exótica, pode competir com espécies nativas em ambientes naturais, exigindo controle em sistemas de criação.

 

Uma das razões para o sucesso da tilápia é sua grande capacidade de adaptação. Ela tolera bem diferentes temperaturas e altitudes, o que a torna ideal para sistemas de criação intensiva em diversas regiões do país.

 

Além disso, seu crescimento rápido e carne de sabor suave aumentam sua atratividade tanto para produtores quanto para consumidores.

 

 

 

Autor: Lidiane Moraes | Fonte: Redação/Primeira Página | Foto: Reprodução