É possível guardar dinheiro em 2016?

Revisar o orçamento doméstico e adotar hábito de poupar são receitas de vida longa às finanças pessoais.
Crise, inflação, recessão. Palavras que assolaram o ano de 2015 e abrem as portas de um 2016 temeroso aos brasileiros. Alta nas prateleiras dos supermercados, na bomba de combustíveis, na conta de energia elétrica, na mensalidade escolar. Cenário que desafia famílias na gestão das despesas domésticas. Mas afinal, é possível guardar dinheiro em 2016?
Consultores em finanças atestam: Sim, é possível guardar dinheiro, e não precisa ser especialista em matemática financeira. A primeira regra de ouro é a disciplina, mesmo em tempos de crise. Analisar as despesas mensais da família e planejar os gastos, separando aquilo que é essencial do que é supérfluo, é um passo fundamental.
Entre as orientações, reduzir ao máximo os custos fixos no orçamento doméstico, renegociando o aluguel, por exemplo. No quesito custos variáveis, rol que inclui a conta mensal de energia elétrica e de celular, a palavra de ordem é economizar, revendo hábitos e policiando o consumo. Outro pilar de gastos do orçamento doméstico, o entretenimento da família, deve ser encarado com critério, para que excessos não comprometam a renda e outras prioridades.
Dívidas devem ser focadas em investimentos. Ou seja, assumir uma parcela mensal deve ter como objetivo metas sólidas, de itens perenes, como a casa própria ou uma aposentadoria tranquila no futuro. Revisto o orçamento doméstico, estabelecido prioridades e feitos os ajustes necessários, é hora de atitude extra no poupar.
A tradicional poupança segue sendo a mais procurada pelos brasileiros, aliando rentabilidade e segurança no investimento. Ao final de 2015, os brasileiros tinham R$ 656 bilhões investidos na caderneta. Mecanismo simples e prático, rende 6% ao ano mais a taxa referencial, com a particularidade de ser isento do imposto de renda para pessoa física.
Os consórcios também são uma boa pedida a poupadores, sobretudo aqueles que se dispõe a estabelecer o hábito de, mensalmente, reservar parte dos vencimentos de olho em uma meta como um carro novo na garagem ou as chaves de um imóvel próprio. As opções desse sistema de autofinanciamento ofertadas no mercado também têm como objeto a compra de pacotes de viagem, realização de festas de formatura e casamento, cirurgia plástica, cursos de MBA, como é o caso de consórcios de serviços. Entre as instituições financeiras, o Sicredi inovou e lançou recentemente o Consórcio Sustentável, para a aquisição de equipamentos ecoeficientes como placas solares e de tratamento de água e esgoto.
Diferente de um empréstimo, o consórcio funciona como uma poupança programada e o participante pode adquirir o item ou serviço desejado a partir da contemplação por sorteio ou lances, fixo e livres. Os planos disponibilizados pelo Sicredi vão de 36 a 180 meses, de acordo com a modalidade escolhida.
Os planos de previdência individual também despontam como excelente opção para quem quer poupar e almeja um futuro de estabilidade financeira. Cabe ao poupador escolher quanto quer contribuir mensalmente – com valores a partir de R$ 50 -, por quanto tempo e quando começará a receber a renda complementar da previdência privada.
“O mais importante é que o planejar, o pensar as finanças, esteja acima de um contexto de crise ou uma dificuldade pessoal momentânea. As crises passam, mas a saúde financeira pede vida longa e pode, sim, ser conquistada com atitudes do dia a dia. Para poupar, é preciso começar”, destaca o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi Centro Norte, Ezio Almeida.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 3 milhões de associados e 1.380 pontos de atendimento, em 11 estados do País*. Organizado em um sistema com padrão operacional único, conta com 95 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais regionais – acionistas da Sicredi Participações, uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo, que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios.
* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.
Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Ilustrativa
